Energia Renovável: opção para independência energética

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Foto Reprodução

O sistema é composto pelas placas solares e demais equipamentos do kit de energia solar

Empresários que buscam alternativas para redução de custos operacionais têm a opção de investir em fontes de energia renovável. E isso pode ser com placas fotovoltaicas (energia solar) ou os aerogeradores (energia eólica). Ambas são uma maneira de alcançar a independência energética do negócio com o uso de fontes inesgotáveis.

Atualmente, a conta de energia elétrica representa um dos principais custos fixos das empresas. Principalmente, nos setores industriais que consomem elevada quantidade para movimentação do parque fabril. O investimento na geração própria tem se tornado uma boa alternativa para redução desta despesa dentro dos empreendimentos.  E isso significa o redirecionamento do recurso, antes utilizado à geração de energia a outras atividades. Dentre elas, a modernização e inovação da empresa.

A energia renovável não traz apenas benefícios financeiros, ela também proporciona melhores práticas de controle ambiental. A implantação dos sistemas contribui para a preservação dos recursos naturais esgotáveis utilizados na produção de energia. E também para a redução da emissão de gases poluentes nocivos ao meio ambiente e à saúde da população.

No Espírito Santo, a produção energética renovável representou 7,4% de toda energia produzida em 2018. É o que aponta o balanço energético realizado pela  Agência de Regulação de Serviços Públicos do Estado do Espírito Santo (ARSP).

Energia Renovável - estacionamento da Praça do Papa
Instalação de placas fotovoltaicas

O sistema fotovoltaico é composto pelas placas solares e demais equipamentos do kit de energia solar. Esse sistema transforma a luz do sol em energia elétrica e pode suprir todo o consumo de um empreendimento, como comércio ou empresa, garantindo uma economia de até 95% na conta de luz. O investimento retorna em, aproximadamente, quatro anos, proporcionando mais de 25 anos de geração de energia, que é o tempo de vida útil dos equipamentos instalados.

No Espírito Santo, apenas 1,9% da energia produzida deriva desse tipo de fonte, correspondendo a 36,9 Megawatts (MW). Assim, ocupa o 14º lugar no ranking de estados brasileiros que mais investem em energia solar. Aponta o levantamento da Aneel/Absolar, deste ano.

Com incidência solar em praticamente todos os meses do ano, o Estado possui uma potencialidade significativa ainda a ser explorada.

Energia Eólica

O sistema eólico produz eletricidade de forma limpa, sem emitir gases poluentes na atmosfera. No entanto, depende de fatores meteorológicos para funcionar. Por isso, é importante que o sistema opere interligado com diferentes fontes de energia. Isso porque é necessário compensar uma possível falta de vento ou cobrir aumentos na demanda.

Os municípios de Presidente Kennedy e Marataízes, no litoral sul, apresentam vocação para usinas eólicas (dezenas até centenas de Megawatts).  São as áreas com menores custos de interligação ao sistema elétrico.

Crédito para Economia Verde

Mesmo com a potencialidade, a utilização de fontes de energia renováveis em terras capixabas ainda é pouco explorada. O Governo do Estado oferece alternativas para empresas investirem nos modelos. Umas delas é a linha para Economia Verde, disponibilizada pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

O que é?

É um financiamento para incentivar o desenvolvimento da eficiência energética, das melhores práticas de controle ambiental e do uso de materiais recicláveis. A linha busca apoiar a adoção de sistemas de produção e consumo que preservem os recursos naturais, utilizem fontes de energia renováveis, mantenham a vegetação nativa, além de outros procedimentos que contribuam para a correta utilização de ativos ambientais.

O que pode ser financiado?
  • Investimentos em energia renovável e eficiência energética;
  • Apoio a empresas que utilizem subprodutos ou produtos reciclados como principal matéria-prima em seus processos produtivos; condicionantes ambientais aplicadas pelos órgãos competentes;
  • Apoio a empresas participantes da cadeia de materiais reaproveitáveis; Investimentos no controle ambiental; e
  • Apoio a projetos com capital de giro associado (financiando investimento fixo e capital de giro).

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