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sexta-feira, 12 agosto, 2022

Inadimplência em maio cresce 1,1% na cidade de Vitória

A pesquisa é realizada com uma amostra de, no mínimo, 500 famílias residentes no município de Vitória. Foto: Divulgação/PMV

Em maio, a inadimplência registrou 31,8% na cidade de Vitória, subindo 1,1% na comparação com o mês de abril

Por Amanda Amaral

O endividamento dos capixabas em Vitória se mostrou estável na passagem de abril (72,4%) para maio (72,5%) deste ano. Contudo, a inadimplência na cidade subiu 1,1% e em torno de 42 mil famílias possuem pelo menos uma conta ou dívida em atraso.

As informações foram divulgadas pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomercio-ES). O endividamento em maio marcou 72,5% e corresponde a quase 97 mil famílias de Vitória. Além disso, na comparação com maio de 2021, ele cresceu 13,5%.

Em maio, a inadimplência registrou 31,8%, subindo 1,1% frente ao mês de abril. Dentre os entrevistados na pesquisa, 14,2% não terão condições de pagar as dívidas atrasadas no próximo mês.

Inflação e juros

A pesquisa mostra o impacto da inflação e dos juros no orçamento mensal das famílias que, com orçamentos mais apertados, passam a ter mais dificuldades de quitar os compromissos dentro do prazo, de acordo com a Fecomércio-ES, que destaca ainda que, em maio, apesar de não haver aumento na contratação de novas dívidas houve, pela segunda vez, um aumento do atraso de parcelas já adquiridas.

“Nesse contexto, o mercado de trabalho em constante crescimento e a liberação de recursos extraordinários do FGTS tem ajudado a equilibrar. No entanto, é preciso ficar atento a esse comportamento para os próximos meses, pois com o prolongamento da situação o efeito compensador pode perder força, podendo provocar maior descontrole das contas”, explica o texto divulgado pela Federação.

Cartão de crédito 

O cartão de crédito é o principal tipo de dívida, sendo apontado por 87,9% das famílias endividadas. A categoria “outros” é o segundo tipo mais representativo (22,4%), com peso maior do financiamento de carro e casa.

Entre os endividados, a parcela de comprometimento da renda mensal com dívidas ficou, em média, em 31% e com a renda comprometida pelos próximos 7 meses. Já os inadimplentes afirmaram que o pagamento está atrasado, em média, há 61 dias.

O cartão de crédito é o principal tipo de dívida, segundo a pesquisa. Foto: Jhonatan Blendon

Renda familiar

Tanto o nível de endividamento quanto a inadimplência em maio de 2022 ficaram mais concentradas nas famílias de renda familiar até 10 salários mínimos. Para esse grupo o nível de endividamento marcou 73,6% e a inadimplência 34,7%, segundo informações da Fecomércio-ES.

Já para o grupo com renda familiar acima de 10 salários mínimos, o endividamento ficou em 65,8% e a inadimplência em 14,9%. Daqueles que afirmaram que não terão condições de pagar suas dívidas no próximo mês na faixa de renda mais baixa ficou em 15,9% e no outro grupo em 5,4%.

No Brasil

O número de endividados no País, em maio, ficou em 77,4%, recuando 0,3% na comparação com o mês anterior e aumentando 9,8% frente ao mesmo mês do ano passado. O percentual de inadimplentes ficou estável em 28,7% e daqueles que afirmaram que não terão condições de pagar suas dívidas ficou em 10,8%.

Sobre a pesquisa

Os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) são coletados em âmbito nacional pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A pesquisa é realizada com uma amostra de, no mínimo, 500 famílias residentes no município de Vitória. A análise dos dados no Estado foi realizada pela Assessoria Econômica da Fecomércio-ES.

Com informações da Fecomércio-ES. 

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