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segunda-feira, 6 abril, 2020

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As perspectivas para um país inclusivo são funestas com o congelamento de despesas em saúde, educação e assistência social

É consenso entre estudiosos que a política econômica de um país deve primar por estabilidade fiscal, controle da inflação, crescimento sustentável e geração de emprego. Divergências emergem quando prioridades precisam ser estabelecidas.

Para aqueles que defendem o mercado financeiro e suas ações e reações como fundamentais, estabilidade fiscal e controle da inflação devem ser os principais objetivos da política econômica. Com as contas públicas ajustadas e os preços sob controle, os agentes teriam a confiança necessária para investirem, o que asseguraria o crescimento e a geração de emprego.

Evidências da história econômica recente no Brasil e em outras partes do mundo indicam que crescimento e geração de emprego estão longe de obedecer ao ideário proposto pelos apologistas das virtudes do livre mercado. Nos anos 1990, graças ao Plano Real, os preços se estabilizaram. Como resultado da expansão de receitas conquistada por processo de privatização questionável, o equilíbrio fiscal foi alcançado. Na falta de uma política explícita de crescimento e de geração de emprego, preços estáveis e equilíbrio fiscal foram insuficientes para que o país crescesse e empregos fossem gerados conforme suas potencialidades e necessidades.

O experimento feito nos anos 2000, de política deliberada de crescimento, medidas de inclusão social e valorização do mercado de trabalho, resultou em elevação de arrecadação, com a inflação ficando sob controle. Destaque para o fato de parte da manutenção da estabilidade de preço ter sido resultado – como nos anos 1990 – da valorização do real com consequências negativas para a produção industrial nacional.

A volta da adoção acrítica do mercado financeiro como prioridade maior da política econômica feita pelos que comandaram o golpe de 2016 traz resultados já desastrosos. Na falta de política de crescimento, o país amarga a volta do desemprego e do aumento da pobreza; são crescentes os déficits nas contas públicas.

Contas públicas que, na tentativa de ajustes pelo lado do corte de despesas, resulta em desempenho pífio no curto prazo. Pior, as perspectivas para um país inclusivo são funestas, com o congelamento de despesas em saúde, educação e assistência social. Perspectivas lamentáveis para a mais que necessária justiça social e para a dinâmica de micro, pequenos e médios negócios que dependem da demanda interna.

Comparar e contrastar o desempenho da economia nos dois períodos – anos 1990 e 2000 – é fundamental para que a discussão sobre os rumos da economia superem pós-verdades. Pós-verdades que pautam os debates no parlamento ilegítimo; que invadem as informações veiculadas pela grande imprensa e pelas redes sociais. Pós-verdades que colocam em risco a legitimidade de discussões ditas acadêmicas.

Que se abra a temporada de explicitação do conteúdo ideológico do debate e que ele seja pautado por evidências e pela aspiração de construção de um outro Brasil possível.

Arlindo Villaschi é professor de Economia

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