Marcador biológico pode ajudar a identificar a dengue hemorrágica

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O estudo visa a encontrar lipídios que agem contra a coagulação e assim detectam a doença em seu estágio mais grave

Um estudo desenvolvido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Escola de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), levou cientistas a analisarem milhares de moléculas e identificarem lipídios que podem indicar a evolução da dengue para sua forma mais grave, a hemorrágica.

De acordo com os cientistas, durante o estudo foi possível identificar que o vírus ajuda a promover a adição de fosfato às proteínas do sangue, aumentando a quantidade de fosfotidilcolinas. Esses lipídios agem contra a coagulação, e a presença excessiva deles acaba por desbalancear os processos que evitam as hemorragias.

A pesquisa se tornou um artigo publicado na revista Scientific Reports, a qual informa que o teste foi feito em 20 pacientes tratados no Hospital de Base da Famerp.

Desta forma, o vírus assume o controle do metabolismo das células infectadas para atender às necessidades de replicação viral. Essa atuação gera aumento da fosfotidilcolina, que dificulta a coagulação do sangue e é um indicativo da febre hemorrágica.

Os cientistas acreditam que agora será possível constatar a doença e que a partir da descoberta também ajude no desenvolvimento de vacinas e no aperfeiçoamento dos tratamentos.

Infecções

Até julho, haviam sido confirmadas 77 mortes causadas pela dengue em todo o país. Ao todo, foram registrados 148 casos da doença considerados graves e 1,7 mil ocorrências com sinais de alarme.

*Com informações da Agência Brasil