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Ibovespa sobe para 142 mil pontos com ações de 1ª linha

Papéis de Vale, Petrobras e bancos impulsionam o índice, apesar do cenário externo e dos juros

Após abrir em queda e na faixa dos 141 mil pontos, o Ibovespa adotou uma série de máximas perto do fim da manhã desta terça-feira, 14, e foi para os 142 mil pontos, em meio à virada para cima e consequente aceleração dos papéis da Vale e Petrobras. Os papéis sobem apesar do recuo do petróleo e do minério de ferro em torno de 2%. Além disso, Bradesco e Itaú Unibanco intensificavam o ritmo de altas, o que se refletia nos demais papéis de grandes bancos, com exceção de Unit de Santander (-1,62%). O desempenho do Índice Bovespa destoa da queda das bolsas de Nova York e também da valorização do dólar ante o real e dos juros futuros.

Conforme o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, falta um fator firme que justifique o comportamento do Índice Bovespa. “Está descolado do exterior, não tem grandes razões, mas a melhora na projeção do PIB brasileiro pelo FMI é bem vista, apesar do corte na estimativa de 2026 por causa do tarifaço”, pontua, completando que comportamento de grandes bancos pode estar relacionado a perspectivas favoráveis com balanços do terceiro trimestre do setor.

No exterior, a retomada das preocupações comerciais entre China e Estados Unidos derruba os índices de ações e as commodities. Sem novos sinais de avanço nas conversas sino-americanas, há temores de que o impasse entre as duas potências tenha implicações na economia global.

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Aqui, o destaque da agenda foi a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Além disso, temores fiscais no Brasil e com a política monetária dos EUA ficam no radar, bem como o início da temporada de balanços de grandes bancos norte-americanos. Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defender, em sessão no Senado, a proposta que isenta de imposto de renda quem recebe até R$ 5 mil. Lá fora, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, discursa em evento no início da tarde.

“Por aqui, o clima também não é dos mais positivos, com o recrudescimento das preocupações fiscais e a antecipação da disputa eleitoral”, pontua em nota Silvio Campos Neto, economista sênior e sócio da Tendências Consultoria.

O volume prestados de serviços no País subiu 0,1%, a quinta alta mensal seguida, um pouco acima da mediana com variação zero das expectativas. O avanço de 0,1% do volume de serviços prestados em agosto deixa carrego estatístico positivo de 0,7% para o setor no terceiro trimestre de 2025. A herança para o ano é de crescimento de 2,6%, conforme cálculos do Projeções Broadcast.

No geral, o resultado tende a dificultar as apostas de queda da Selic em 2025, dados os sinais de cautela do próprio Banco Central. Nesta manhã, os juros futuros avançam, enquanto o dólar tocou R$ 5,5196, na máxima, após recuo na véspera, amparado pela moderação de tom do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a China após Pequim pedir que, em vez das ameaças, as “diferenças” sejam resolvidas, o que atenuou expectativas desfavoráveis nos mercados.

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Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 0,78%, aos 141.783,36 pontos.

Às 11h35 desta terça, o Índice Bovespa tinha alta de 0,54%, aos 142.457,92 pontos ante valorizão de 0,57%, na máxima, depois da mínima em 141.334,32 pontos (-0,32%) e abertura em 141.788,35 pontos (-0,01%).

Bradesco subia em torno de 2%; Vale, de 0,15%; Petrobras avançava entre 0,43% (PN) e 0,99% (PN). Já o avanço dos juros futuros pesa em papéis mais sensíveis ao ciclo econômico. Cogna puxa a fila das quedas, ao ceder 1,66%.

(Com informações da Agência Estadão, Por Maria Regina Silva)

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