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sexta-feira, 5 junho, 2020

Hortas urbanas, oportunidade também para o Brasil

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O movimento de agricultura urbana tem se mostrado receptivo a diferentes faixas etárias, classes sociais e países.


A produção de alimentos e condimentos nas cidades foi prática frequente na Antiguidade, do Egito a Machu Picchu. Nos últimos tempos, as hortas urbanas se tornaram realidade em praticamente todas as grandes cidades do mundo. O movimento de agricultura urbana tem se mostrado receptivo a diferentes faixas etárias, classes sociais e países.
Os habitantes das metrópoles estão se reinventando para serem mais sustentáveis diante da necessidade de um mundo mais saudável. Nesse contexto, surgem como opção as hortas urbanas, que modificam esses espaços e crescem por todo o mundo.
Os cultivos urbanos se espalham em várias versões e ambientes, como nos terrenos baldios, jardins, praças, aeroportos, tetos de prédios, vasos nas residências e até mesmo estações de trem. Iniciativas que dão vida às cidades, promovem a interação entre as pessoas, revitalizam espaços urbanos degradados e facilitam o acesso a alimentos frescos e saudáveis.
Há muitos destaques no mundo. Na fazenda urbana de 43 mil metros quadrados no Brooklin, em Nova York, são produzidas 20 toneladas de alimentos por ano. Na China, em Hong Kong, foi implantada uma horta urbana comunitária dentro de uma antiga fábrica de vidro, iniciativa que aproxima os moradores da cidade com o meio ambiente e a experiência do cultivo. Na Inglaterra, o projeto The Incredible Edible Todmorden já conta com 40 hortas
coletivas em espaços públicos da cidade, desde jardins até no cemitério. Em Berlim, o antigo aeroporto de Tempelhof virou horta comunitária, onde moradores cultivam tomates e batatas e produzem mel. Em Tóquio, na cobertura de edifícios dentro das estações de trem, foram construídos pomares.
Em nosso país, a chamada agricultura urbana e periurbana (AUP) começou a ser debatida mais recentemente, configurando-se como instrumento de integração nos processos de desenvolvimento sustentável das pessoas e do ambiente. O plantio de hortaliças, condimentos e ervas medicinais, aos poucos, ganha espaços urbanos das cidades brasileiras.
Deve-se ressalvar que a Embrapa, antecipando a tendência, realiza desde 2004 um programa para cultivo de hortas em pequenos espaços voltado para o público urbano. A iniciativa tem como objetivo a transferência de tecnologia de produção de hortaliças em pequenas áreas, além de propiciar maior contato com a natureza, criando a possibilidade de uma maior interação com as plantas. Segundo a Embrapa, essa atividade pode funcionar, também, como coadjuvante na prevenção do estresse cotidiano.
Muitos serão os benefícios com a aceleração dessa tendência. Já há estudos comprovando que as hortas urbanas, além de ofertar alimentos saudáveis, também contribuem para melhorar a qualidade do ar, diminuir o nível de ruído, reduzir o risco de inundações, absorver resíduos orgânicos, integrar pessoas e natureza, dentre tantos outros benefícios.
Cerca de 85% dos brasileiros já residem no urbano. Se refletirem, já passou da hora de arregaçarem as mangas da camisa e colocarem as mãos na terra para produzir uma parte do que consomem, em harmonia com a natureza. Mãos à horta!

Enio Bergoli é Diretor Geral do DER/ES e Coordenador de Política Agrícola da Sociedade Espírito-Santense de Engenheiros Agrônomos (SEEA)

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