Kofi Annan: homenagens ao ex-secretário-geral da ONU

O diplomata ganês foi o primeiro negro a assumir o cargo de chefe da ONU.

A morte de Kofi Annan desencadeou homenagens diversas ao redor do mundo. O diplomata faleceu neste sábado (18), aos 80 anos, em Berna, na Suíça. Ex secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), entre 1997 a 2006, e Prêmio Nobel da Paz em 2001, Kofi Annan fez história. O Twitter foi a plataforma mais usadas pelas autoridades para registrarem o carinho e respeito pelo diplomata ganês.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, demonstrou seu repeito ao antecessor qualificou-o de “força que guiava para o bem”. “De muitas maneiras, Kofi Annan encarnava as Nações Unidas. Saiu das próprias fileiras para dirigir a organização para um novo milênio, com dignidade e determinação inigualáveis”, afirmou.

Presidente de Gana, país natal de Annan, Nana Akufo-Addo declarou uma semana de luto a partir de segunda-feira (20), em homenagem a um de “nossos mais ilustres compatriotas”.

O presidente sul-africano Cyril Ramaphosa afirmou que Annan foi um “grande líder e diplomata extraordinário”, que ajudou a causa da África no seio da ONU e “hasteou a bandeira da paz” em todo o mundo.

Kofi Annan para a Europa

“Dedicou sua vida a fazer do mundo um lugar mais pacífico e unido. O maior reconhecimento que podemos fazer a Kofi Annan é preservar seu legado e seu espírito”, afirmou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

O presidente espanhol, Pedro Sánchez, tuitou: “Hoje perdemos um grande humanista. Kofi Annan nos deixa (…), mas ficamos com seu legado para continuar trabalhando pela paz, segurança e para reforçar a defesa dos Direitos Humanos”

Também em um tuíte, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que “a França lhe faz uma homenagem”. “Não esqueceremos jamais o seu olhar tranquilo e decidido, nem a força de suas lutas”.

E a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou em comunidade: “Me entristece a notícia da morte de Kofi Annan. Era um homem de Estado excepcional a serviço da comunidade mundial”.

Kofi Annan para as Américas

Embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley elogiou a devoção de Annan para fazer do mundo um lugar mais pacífico. “Ele trabalhou incansavelmente para nos unir e nunca deixou de lutar pela dignidade de cada pessoa”, escreveu Haley no Twitter.

O ministério das Relações Exteriores colombiano, em nome do governo, emitiu comunicado “sentidas condolências” pela morte de Kofi Annan, a quem definiu como um “defensor incansável da paz”. E o ex-presidente do país, que também foi Nobel da Paz, Juan Manuel Santos tuitou. “Lamento profundamente a morte de Kofi Annan. Foi um grande amigo da Colômbia e trabalhou muito pela paz de nosso país. Uma grande perda para o mundo”.

A mensagem publicada no Twitter pelo presidente mexicano Enrique Peña Nieto aponta Kofi HAnnan como um grande líder e extraordinário ser humano. “O México lamenta o sensível falecimento de Kofi Annan, ex-Secretário Geral da ONU e Prêmio Nobel da Paz 2001. Grande líder e extraordinário ser humano. Seus aportes a favor da paz e dos direitos humanos são um legado”.

Michel Bachelet, ex-presidente chilena e designada em agosto como alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, destacou a “liderança” do ex- secretário-geral da ONU. “Envio minhas condolências aos familiares e amigos de @KofiAnnan, que sempre lutou pela igualdade de direitos e oportunidades das pessoas”, publicou também em sua conta do Twitter.

Mais homenagens

“Sempre admirei sua sabedoria e coragem (…) em momentos críticos. Sua lembrança estará sempre no coração dos russos”, declarou o presidente russo, Vladimir Putin, citado em um comunicado do Kremlin.

O grupo The Elders (termo em inglês que significa “idosos”, mas também os “sábios”), cofundado por Annan e Nelson Mandela, entre outros, para promover a paz e os direitos humanos, afirmou que o ex-secretário-geral da ONU teve “uma voz de grande autoridade e sabedoria, em público e no privado”.

Entre os Elders, além do ex-presidente americano Jimmy Carter, estão os ex-presidentes brasileiro Fernando Henrique Cardoso, mexicano Ernesto Zedillo e chileno Ricardo Lagos.

Kofi Annan na ONU

Kofi foi o primeiro negro a assumir o cargo de chefe da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele ficou por dois mandatos, de 1997 a 2007. Nesse período recomendou a ampliação do Conselho de Segurança, sugestão defendida pelo governo brasileiro, e reformas no órgão.

Marcou o comando da ONU por investigações de assédio sexual e desvios de recursos envolvendo funcionários da entidade. Em 2001, recebeu o Prêmio Nobel da Paz pela criação do Fundo Global de Luta contra Aids, Tuberculose e Malária, destinado a colaborar com os países em desenvolvimento.

Por comunicado, o atual secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, escolhido por Annan para chefiar a agência de refugiados da organização fez uma declaração. “De muitas maneiras, Kofi Annan era as Nações Unidas. Ele subiu nas hierarquias para liderar a organização no novo milênio com inigualável dignidade e determinação ”, disse.

Redação ES Brasil, com informações AFP e EFE. 

 

 

 

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