Governo do Chile reduz campanhas de publicidade no país

Foto: Víctor Ruiz Caballero/ The New York Times

O governo chileno decidiu não mais veicular campanhas do Tony, o tigre da Kellogg’s, acabaram com a chita do Cheetos e baniram a surpresa do Kinder Ovo

O índice de obesidade aumentou entre a população do Chile, e o número levou o governo do país a tomar uma medida drástica: evitar campanhas publicitárias de marcas famosas como Kinder Ovo, Elma Chips, entre outros. Desta forma, nutricionistas têm alertado cerca de 18 mil cidadãos que não consomem comidas muito saudáveis durante o dia.

Há dois anos, a lei da alimentação foi promulgada, forçando empresas multinacionais, como a Kellogg’s, a remover personagens icônicos das caixas de cereal açucarados e baniu as vendas de doces como o Kinder Ovo, que usam “surpresas” para atrair principalmente as crianças.

A lei também proíbe a venda de sorvetes, chocolates e batatas fritas em escolas chilenas e impede comerciais durante a programação diária nos canais de televisão ou em sites voltados para os jovens.

Foto: Víctor Ruiz Caballero / The New York Times

A medida foi tomada após especialistas em nutrição afirmarem que esta é uma tentativa mais ambiciosa do mundo para reformar a cultura alimentar do país e podem servir de modelo para mudar o rumo de uma epidemia de obesidade global que, segundo pesquisadores, contribui para a morte prematura de quatro milhões de pessoas por ano.

O diretor da Chilealimentos, um associação da indústria, Felipe Lira, avaliou as regras do governo como excessivas. “Acreditamos que a melhor maneira de abordar o problema da obesidade é por meio da educação do consumidor e da mudança dos hábitos das pessoas”, disse por meio de declaração por e-mail.

Obesidade

Segundo pesquisas realizadas pelos órgãos de saúde do país, três quartos dos adultos têm sobrepeso ou estão obesos. De acordo com o ministro de Saúde do Chile, as autoridades estão particularmente alarmadas com as taxas de obesidade infantil, que figuram entre as maiores do mundo, com mais de metade das crianças de seis anos acima do peso ou obesas.

Em 2016, os custos médicos da obesidade atingiram US$800 milhões, ou 2,4% de todos os gastos com saúde, um número que, segundo analistas, pode chegar a quase 4% em 2030.

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