Descoberto genoma para preservação do tubarão branco

Foto: Alexius Sutandio / Shutterstock.com

A espécie, que está em extinção, é uma das espécies mais antigas a habitar a Terra, com mais de 400 milhões de anos

Uma das criaturas mais temidas dos mares, o tubarão branco, está em extinção. Para evitar o seu desaparecimento, cientistas da Fundação e Centro de Pesquisa em Tubarões Salve o Oceano descobriram o genoma do animal, o que possibilitará também pesquisas contra o câncer.

O tubarão branco (Carcharodon carcharias) habita as águas do planeta há mais de 400 milhões de anos. O genoma do animal apresenta inúmeros genes que evitam mutações e vários tipos de câncer.

Além disso, o tubarão branco tem uma capacidade superior de cicatrização de feridas graves, constatou o biólogo marinho e diretor-presidente do AquaRio, especialista em tubarões, Marcelo Szpilman.

O genoma do animal é uma vez e meia maior que o dos seres humanos e revela uma grande variedade de alterações genéticas que estariam por trás do grande sucesso evolutivo do gigante marinho, que já foi tema de filme de Hollywood.

“Decodificar o código genético do tubarão oferece à ciência novas informações para decodificar um dos maiores mistérios sobre esses temidos e mal compreendidos predadores: como é que eles existem há 400 milhões de anos, muito mais do que a grande maioria dos vertebrados da Terra”, afirmou o pesquisador do Aquário da Baia de Monterey, um dos coautores do estudo, Salvador Jorgensen.

E ao contrário do que seria esperado no caso do tubarão, que mede de 5 a 6 metros de comprimento e pode viver por mais de 40 anos, o animal tem um registro muito baixo de câncer, sugerindo que eles desenvolveram um tipo de proteção contra a doença.

“É uma espécie extremamente bem adaptada. A única coisa com a qual não contava era com o surgimento do homem; o único que representa uma real ameaça aos tubarões”, disse o especialista do AquaRio.

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