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quarta-feira, 29 junho, 2022

FGV: Confiança do consumidor cresce em dezembro

O índice demonstra a confiança das famílias na economia brasileira. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Para o economista do Corecon-ES, Vaner Corrêa, o crescimento do índice em dezembro se destaca mais do que a queda no acumulado 

Por Amanda Amaral

A confiança do consumidor na economia está crescendo. De novembro para dezembro, Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 0,6 ponto, ficando em 75,5 pontos. Contudo, no acumulado, deve fechar 2021 em queda de 2.6 pontos.

Em médias móveis trimestrais, o índice variou 0,1 ponto, para 75,6 pontos, depois de cair por três meses seguidos. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

“O importante não é fechar em queda, mas o viés de alta, a tendência de o índice estar crescendo. O governo deve ficar atento à Taxa Selic, pois se temos indícios de que a economia estás se recuperando, não é interessante retirar essa energia com aumento de juros”, explicou o perito financeiro e economista do Conselho Regional de Economia (Corecon-ES), Vaner Corrêa.

É uma pesquisa muito importante, porque reflete a confiança das famílias brasileiras na economia do País, de acordo com o economista.

“O Índice Geral de Preços, o IGP, foi o grande bicho papão em 2020, quando começou a ter altas de junho a setembro, contaminando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Já esse ano, em junho ele varia 0,6% e começa a cair. Desde agosto, ele já vem indicando que deve baixar, e o mesmo deve acontecer com IPCA. Vemos alguns indicadores apontando melhoras. Outra tendência é a inflação também cair a partir do ano que vem, o único ‘porém’ é o cenário político, porque o ano eleitoral traz muitas incertezas para o cenário econômico”, explicou.

Diferenças Sociais

A satisfação sobre as finanças pessoais caiu 2,9 pontos, atingindo 59,2 pontos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A coordenadora das Sondagens do Instituto, Viviane Seda Bittencourt, explica que o ano foi difícil, principalmente para os consumidores de menor poder aquisitivo, refletindo o aumento das diferenças sociais também no ICC.

“O descolamento entre a confiança dos consumidores de baixa renda dos de alta renda atingiu o maior nível da série dos últimos 17 anos, principalmente em função da dificuldade financeira dos consumidores de menor nível de renda diante do quadro de desemprego, inflação elevada e aumento do endividamento”.

Para ela, o ano de 2022 será “desafiador” para a melhora da confiança do consumidor geral e também para a “diminuição da desigualdade na percepção dos desafios econômicos por famílias com diferentes níveis de renda”.

Componentes

A satisfação sobre as finanças pessoais caiu 2,9 pontos, atingindo 59,2 pontos, o menor valor desde abril deste ano. A percepção dos consumidores sobre a situação econômica atual se manteve relativamente estável em 72,8 pontos, uma alta de 0,3 ponto. Segundo o FGV Ibre, os dois indicadores se mantêm em patamares muito baixos na série histórica.

Já o Índice de Expectativas (IE) subiu 2 pontos, para 83,4 pontos. A principal influência foi do indicador que mede as perspectivas sobre a situação financeira familiar, que subiu 5,5 pontos, ficando em 85,5 pontos.

O indicador das expectativas sobre a situação econômica subiu 3,8 pontos, para 104,1 pontos, mas o ímpeto de compras para os próximos meses caiu 3,6 pontos, para 62,8 pontos, a quarta queda consecutiva.

Com informações da Agência Brasil

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