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domingo, 16 maio, 2021

Escritores capixabas ganham notoriedade no mercado literário

Novos formatos impulsionaram a publicação de autores iniciantes no mercado capixaba

Por Leulittanna Eller 

A leitura assim como a escrita é uma habito que precisa ser cultivado dia após dia. Aqui no Brasil dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, apontaram queda 56% para 52% de 2015 a 2019 no numero de leitores no país.

Apesar dos números um tanto desanimadores há ainda quem não desiste do prazer de escrever e capturar os corações daqueles que ainda mantem a leitura como uma atividade prazerosa.

No Espírito Santo autores tem feito sucesso e ganhado espaço no cenário literário nacional. Jas Silva autora de Romances Eróticos, fala sobre como é ser escritora em um Estado onde a atividade literária ainda é baixa.

“Por incrível que pareça, a maioria dos meus leitores não se concentram no Espírito Santo. Infelizmente. Mas com o lançamento do meu último livro, tenho recebido muitas mensagens, e entre elas, várias de leitoras capixabas. É incrível ser reconhecida pelo meu trabalho no estado em que vivo, mas ainda sinto que o Espírito Santo precisa abrir espaço para eventos literários e seus escritores.” Disse.

A Tecnologia também tem ajudado autores iniciantes a ganharem espaço no mercado brasileiro. Livros em formatos eletrônicos como o kindle e o tablet, vem ganhando espaço entre os leitores.

“Eu tive a sorte de começar já com livros digitais. Meu primeiro livro foi
publicado na Amazon, e foi lá que descobri que o autor pode sim
trabalhar de forma independente e trilhar o seu caminho. O acesso a
sites que disponibilizam e-books facilitou muito, além de proporcionar ao
leitor uma variedade de opções sem que ele tenha de sair de casa.” Disse Jas Silva.

Fabio Carlos Uriel, como assina seus livros ressalta como o novos formatos de livros facilitaram esse relacionamento escritor e leitor

“possibilita muito mais visibilidade e aproximação com o nicho de leitores pleiteado. Vale ressaltar ainda que o autor pode opinar no preço de venda pelas plataformas digitais, o que não acontece muito na venda livros físicos, pois existe o pagamento da gráfica, da editora, da livraria e também do autor, o que aumenta muito o custo. No livro digital o escritor pode baixar um pouco os ganhos em troca de maior visibilidade para a sua obra.”

No Espirito santo a Secretaria municipal de cultural de vitória tem o Projeto Cultural Rubem Braga que, dentre as diversas linguagens artísticas, contempla a confecção de livros literários ou não mesmo assim os autores ainda sentem dificuldades em encontrar apoio como fala o autor Fabio Carlos do Nascimento.

“Existem iniciativas, porém é muito pouco. Outros estados possuem grandes feiras do livro e incentivo tanto para publicação quanto para comercialização. Seria benéfico uma implantação cultural maior da leitura, já nos primeiros anos da vida acadêmica e esse hábito seria melhor fomentado.” Concluiu.

Para quem deseja poder publicar uma obra podem durante o período estipulado pela instrução normativa, podem fazer suas propostas para serem contemplados. A avaliação é feita por uma equipe de pareceristas/avaliadores culturais com notório saber na área. Em 2020, foi destinado R$ 1 milhão para a Lei Rubem Braga.escritores

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