Mais de 100 escolas militares até 2023, segundo MEC

Foto: Sérgio Vale/Secom

Militares da reserva deverão atuar como tutores nas novas unidades. Iniciativa também envolve mais creches e acesso à internet

O Ministério da Educação (MEC) pretende implantar 108 escolas militares no Brasil até 2023. A ideia é que, a cada ano, 27 novas unidades do modelo, uma em cada estado, seja construída.

Chamadas de “escolas cívico-militares”, o modelo prevê a atuação da equipe de militares da reserva no papel de tutores, diferente das escolas militares, que são totalmente geridas pelo exército.

“O pressuposto é que sejam em locais carentes para não aumentar a desigualdade”, disse o secretário de educação básica do MEC, Jânio Macedo. Segundo ele, o projeto deverá ter um gasto de R$ 40 milhões por ano. Também haverá apoio para qualificação de unidades que já integram a modalidade.

Das 203 escolas de gestão compartilhada com militares, o MEC vai ajudar 112. As novas unidades serão criadas por adesão dos Estados. O objetivo é promover parcerias com a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e o Exército.

Escolas militares ganharam evidência nos últimos anos por conta dos indicadores educacionais positivos e por sanarem o problema da indisciplina.

EDUCAÇÃO BÁSICA

Na última quinta (11), o Ministério da Educação lançou uma “carta-compromisso” com objetivos para a educação básica até 2022, além de estabelecer uma meta-geral para os próximos 12 anos.

O “Compromisso Nacional pela Educação Básica” deverá ser usado como um plano estratégico para as políticas da pasta. Entre os pontos abordados no texto está a construção de 4,9 mil creches até 2022, a ampliação da carga horária de escolas públicas para diminuir a evasão escolar, acesso à internet em escolas rurais e a formação de professores da educação básica por meio do ensino à distância.

“O Brasil está cheio de boas iniciativas e é um país com muitos recursos. […] A gente não tem alternativa a não ser avançar”, afirmou o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Entre as prioridades apresentadas também está a meta de tornar o país referência em educação básica na América Latina até 2030. O foco do governo será investir para que as crianças tenham melhor qualidade de ensino nas séries iniciais.

*Da redação com informações do MEC e Folha Uol

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