Estudo do CRA-ES aponta desafios logísticos e necessidade de automação na Região Sul do Estado
Por Amanda Amaral
Um diagnóstico sobre redução da jornada de trabalho, elaborado pelo Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES), na Região Sul do Estado, apresentou possíveis impactos, em Marataízes e municípios vizinhos, da implementação da escala de trabalho 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de descanso).
Para realizar o diagnóstico, foram ouvidos 30 empresários no mês de abril. O levantamento foi conduzido pelo Administrador Allan Junio da Silva Vieira, representante institucional do CRA-ES na Região Litoral Sul. O estudo aponta que, muitos empresários estimam aumento operacional próximo de 20% em setores com atendimento direto ao público, caso não haja investimento em automação e reorganização de processos internos.
“O principal medo não é apenas a folha salarial. Muitos gestores relatam preocupação em conseguir manter o atendimento funcionando em cidades onde ainda existe forte dependência do trabalho operacional e pouca oferta de mão de obra qualificada”, explica Allan Vieira.
Desafios
O estudo concluiu que a redução da jornada pode impulsionar o desenvolvimento regional, mas desde que acompanhada por um movimento de digitalização, que compense a redução das horas humanas com o aumento da produtividade tecnológica.
De acordo com a pesquisa, a dependência de operações manuais, principalmente, em setores como comércio, serviços e turismo, e a baixa qualificação da mão de obra local, características presentes na Região Litoral Sul, tornam a redução da jornada arriscada. “Tecnologia e gestão deixaram de ser diferenciais e passaram a ser fatores de sobrevivência. Empresas que já utilizam automação e ferramentas digitais conseguem absorver melhor mudanças na jornada de trabalho”, destaca Allan Vieira.

