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sexta-feira, 12 agosto, 2022

Epidemia de gripe e pandemia de Covid-19: crianças são mais vulneráveis

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Foto: Reprodução

A variante Ômicron também tem como característica marcante a infecção e internação de pacientes em idades pediátricas

Por Wesley Ribeiro

Com o avanço da epidemia de gripe no Espírito Santo e a Ômicron, nova variante do coronavírus, circulando no estado, as crianças formam o grupo mais vulnerável para ambas as doenças. Por esta razão, os pais ou responsáveis devem redobrar a atenção e buscar ajuda médica assim que surgirem sintomas gripais

O alerta é importante porque, segundo o secretário de Estado de Saúde, Nésio Fernandes de Medeiros Junior, a variante Ômicron também tem como característica marcante a infecção e internação de pacientes em idades pediátricas.

“A Ômicron vem apresentando um incremento, uma pressão assistencial nas idades pediátricas evoluindo com internações de pacientes pediátricos em enfermarias, em UTIs e também a óbitos em outros países. Nós não queremos que isso aconteça com as crianças capixabas. Nós não queremos que isso aconteça no Brasil”, disse durante um pronunciamento transmitido pela internet na última terça-feira, 28 de dezembro.

“Por isso”, continuou ele, “deve-se constituir urgência de saúde publica a vacinação de todas as crianças aptas a serem vacinadas com vacinas que não são experimentais, que são seguras, eficazes e capazes de proteger sua família e seus filhos da infecção por um vírus que já ceifou, no Brasil, mais de 600 mil vidas e que, neste momento, constitui a principal causa de mortalidade infantil por doença imunoprevisível nas idades pediátricas”.

Ele explicou que o que tem acontecido em outros países pode acontecer por aqui porque tais países possuem características imunológicas semelhantes às que temos no Brasil e no Espírito Santo. E como a Ômicron é muito mais transmissível do que as variantes que já circulam no estado e 1,3 milhões de capixabas ainda não se vacinaram ou não completaram o esquema vacinal, as chances da disseminação da doença ser ampliada são muito grandes.

Por esta razão, o secretário assegurou que em todo o estado, nenhuma criança vai precisar de prescrição médica para ser vacinada com a vacina da Pfizer já autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e adquirida pelo Ministério de Saúde (MS).

“Dessa maneira se constitui uma urgência sanitária e epidemiológica, a vacinação dos adolescentes com as duas doses, aqueles que estão aptos, e também o início mais rápido possível da população em idade pediátrica de cinco a 11 anos. Precisamos garantir que todas as medidas de comunicação, todas as medidas normativas que disciplinam a vacinação de crianças possam ser facilitadas e que a população seja mobilizada a aderir e apoiar a vacinação de crianças. Elas não merecem a imunidade de rebanho como estratégia sanitária e de saúde coletiva”, desabafou o secretário.

Ele também informou que o Governo do Estado encomendou 1,5 milhão de testes de antígenos ao MS. O objetivo é rastrear a população infectada e descobrir o alcance da nova variante no Espírito Santo.

Gripe

No caso da epidemia de gripe pelo vírus Influenza, as crianças também merecem atenção especial porque os sintomas da doença, como febre alta, prostração e dor no corpo, por exemplo, podem se manifestar intensamente. Além de evoluir para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Isso acontece, segundo Leonardo Lence, infectopediatra do Hospital Maternidade São José, em Colatina, porque o organismo das crianças com até cinco anos de idade e especialmente, dos bebês, é mais frágil e a dificuldade de se alimentar durante a evolução do quadro gripal é um fator muito relevante.

“O adulto costuma se recuperar em até sete dias. Mas nos extremos de idade, o quadro gripal pode ser mais prolongado e evoluir para um quadro mais grave, que é a Síndrome Respiratória Aguda Grave”, explica.

Sobre a vacinação, Lence explica “que a vacina trivalente oferecido pelo SUS possui duas cepas de influenza A e uma cepa de influenza B (cepas estas que circularam no ano anterior); já a vacina tetravalente oferecida nas clínicas particulares possui duas cepas de influenza A e duas de influenza B, tendo, portanto, maior efetividade na proteção.” 

Segundo o médico, o crescimento da procura por atendimento médico por causa de sintomas gripais tem aumentado demais. “Nas últimas duas semanas está muito difícil trabalhar em pronto-atendimento, especialmente no setor pediátrico”, desabafa Lence.

Medidas de prevenção

Para Lence, as medidas de prevenção contra a Influenza são similares às medidas contra a Covid-19:

Distanciamento social;
Uso de máscara;
Uso de álcool em gel;
Higienização de superfícies;
Se estiver doente, evitar o contato com outras pessoas.

Sobre o diagnóstico, o secretário de Estado de Saúde orientou que os capixabas com sintomas gripais devem procurar as unidades básicas de saúde mais próximas para a realização de testes com o objetivo de identificar Covid-19 ou Influenza, e dar início ao tratamento adequado.

“Diante de qualquer contexto de resfriado incluindo diarréia e vômitos, recomendamos que procurem as unidades básicas de saúde. Ressaltamos que febre alta não é sintoma de gravidade ao ponto de ter que ir para as Unidades de Pronto Atendimento”, ressaltou.

Assista ao pronunciamento do secretário de Estado de Saúde na íntegra:

 

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