Enxaqueca é a terceira maior causa de incapacidade no mundo

(Fotografia - iStock)

Inicialmente, a dor pode ser facilmente confundida com a de uma cefaleia comum

Dor de cabeça intensa e com episódios recorrentes que podem atrapalhar tarefas do dia a dia. A enxaqueca está entre os problemas mais incapacitantes do mundo, de acordo com o Burden of Disease Study. A dor pode ser esporádica ou crônica, e a doença pode ocorrer com aura ou sem aura — um sintoma neurológico, focal e transitório, como, por exemplo, uma alteração visual que dura de cinco a 20 minutos geralmente.

Dados do Ministério da Saúde indicam que essa doença afeta cerca de 31 milhões de pessoas no Brasil, o equivalente a 15% da população, a maioria delas com idades entre 25 e 45 anos. Entre as mulheres, o problema chega a até 25%, mais que o dobro da prevalência entre os homens. Inicialmente, a dor pode ser facilmente confundida com a de uma cefaleia comum.

“Uma crise típica tem duração de 4 a 72 horas, e a dor tem localização unilateral, qualidade pulsátil, intensidade moderada ou grave, muitas vezes é acompanhada de náuseas, vômitos, febre, calafrios, dor, suor e sensibilidade à luz (fotofobia), som (fonofobia) ou movimento, tornando-a diferente de outras dores de cabeça como a do tipo tensional”, explica o médico especialista em dor crônica, André Félix.

“Um dos principais gatilhos da enxaqueca está associado à alimentação” – André Félix, médico especialista em dor crônica

O especialista alerta que, para quem sofre de enxaqueca, o impacto social, econômico e emocional é inevitável. A pessoa passa a não prestar mais atenção nas coisas, não consegue render no trabalho ou passa a faltar constantemente, não estuda bem e pode até ter certas áreas da memória afetadas.

Félix alerta, também, que alguns alimentos podem desencadear as crises. “Um dos principais gatilhos está associado à alimentação como o consumo de álcool em geral, chocolate, vinho tinto e café”, orienta. O especialista em dor crônica acrescenta que uma dieta de qualidade e balanceada é fundamental no programa de manejo da dor. “O baixo consumo de alimentos processados e carboidratos é imprescindível, importante haver um equilíbrio no consumo de frutas, vegetais, grãos, sementes, nozes, peixes, gorduras insaturada, rica em nutrientes e antioxidantes”, explica.

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