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quarta-feira, 6 julho, 2022

Entrevista: Paulo Wanick destaca os próximos passos do IBEF-ES

Paulo Wanick fala sobre as responsabilidades do IBEF-ES, entre elas, disponibilizar conhecimento para setores importantes para a economia do Estado. Foto: Divulgação

Levar conhecimento econômico para o setor de agronegócio e para famílias em situação de vulnerabilidade estão entre os próximos passos do IBEF-ES

Por Amanda Amaral

O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF-ES) completa 36 anos no Espírito Santo como a instituição responsável por representar o setor financeiro e debater sobre economia e gestão empresarial.

Na presidência da entidade desde 2021, o diretor de Finanças, Estratégia & Riscos e Tecnologia da Informação da ArcelorMittal Brasil, Paulo Wanick, conversou com a ES Brasil sobre os planos do IBEF-ES para 2022 e 2023.

Na entrevista, o executivo destaca, além da importância do Instituto para o cenário econômico capixaba, o envolvimento da entidade com o agronegócio, a criação de uma plataforma para disponibilizar conteúdo aos associados e parceiros e a criação de um programa social relacionado ao planejamento financeiro de famílias em situação de vulnerabilidade social.

Qual a importância do Ibef no cenário da economia capixaba?

O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) está completando 36 anos no Espírito Santo neste ano de 2022. É uma história de colaboração com o crescimento e a integridade que o nosso Estado vem experimentando ao longo destas últimas décadas. O IBEF sempre esteve presente na colaboração e na criação de um ambiente de negócios mais profícuo, na elaboração e compartilhamento de conteúdo relevante e de certa forma na vinda de novos investimentos para o Estado. Especialmente nestes anos mais recentes, inclusive durante a pandemia, nossa produção de conteúdo foi muito diferenciada, contando também com a participação de algumas boas dezenas de palestrantes e experts externos que vieram contribuir com seus conhecimentos e compartilhados com os capixabas.

Quais os projetos do Ibef para o crescimento do Estado?

Além de nossa fábrica de produção de conteúdo, internamente denominada de Comitês Qualificados de Conteúdo (CQCs), com diferentes temáticas sempre associadas à economia, finanças e gestão empresarial, temos também os programas estruturados do IBEF. Já temos o Academy, programa voltado para o autodesenvolvimento do associado Ibefiano nestas vertentes; o CFO Connection, um grupo altamente especializado e exclusivo de diretores financeiros de empresas relevantes de nosso Estado, e agora com mais outros três programas em fase final de elaboração e com previsão de lançamento para os próximos dias: o IBEF Agro, o IBEF University e o IBEF Social.

Nos próximos dias o instituto vai lançar o Ibef Agro. Quais os objetivos? Como irão atuar?

O agronegócio responde por cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo e como tal é uma das principais alavancas de crescimento de nossa economia. Desta forma, entendemos que podemos também colaborar para que esse crescimento econômico seja ainda mais sustentável por meio da adoção de práticas de gestão e de governança do agronegócio, além de poder imprimir um maior volume de conhecimento de economia e finanças para este segmento. Sempre comento que as finanças representam a língua dos negócios.

Não há prosperidade de um empreendimento se os seus sócios e gestores não tiverem entendimento e capacidade crítica de análise sobre os resultados frutos de seus investimentos. No Agronegócio isso não é diferente, mas sentimos que há uma carência dessas competências, o que de certa forma é até natural, pois normalmente os negócios estão baseados em regiões mais distantes dos principais centros de formação acadêmica e empresarial. Nossa proposta de valor é levar esse conhecimento ao homem e à mulher do campo, e torná-los ainda mais bem preparados para o desempenho destas atividades tão cruciais e relevantes para a nossa economia e certamente para as nossas vidas.

Quais os maiores desafios que o Ibef tem no Estado?

Paulo Wanick também é diretor de Finanças, Estratégia & Riscos e Tecnologia da Informação da ArcelorMittal Brasil. Foto: Divulgação

Creio que os desafios de toda instituição associativista é produzir algo que seja percebido como de valor para os associados e principalmente para a sociedade. Esse desafio é compartilhado por todas as instituições desta natureza e conosco não é diferente. No entanto, temos um grupo de associados de quase 300 pessoas basicamente experts nestas áreas de atuação da economia, finanças e gestão, mas com foco mais específico também nas áreas tributária, societária, trabalhista, de governança, riscos, compliance e tantas outras de natureza similar, em que podemos atuar e colaborar em diversas discussões técnicas e estratégicas.

Estamos e somos aptos a dar essa colaboração e o desafio é estarmos antenados e à disposição de outros agentes sociais, incluindo a imprensa, para que possamos dar a nossa parcela de contribuição. Neste momento de alta inflacionária no País, quem pode auxiliar as pessoas a melhor cuidar de seus recursos? Essa é mais uma das temáticas que podemos colaborar em função da competência deste grupo especializado de associados.

Quais os próximos projetos do Ibef para 2022?

Como disse anteriormente, vamos lançar o IBEF Agro nos próximos dias, ainda neste mês de julho. Ainda para 2022, também estamos criando uma plataforma de acesso diferenciado a conteúdo para os nossos associados em academias regionais, nacionais e internacionais e outros parceiros provedores de conteúdo qualificado para que possam melhor desenvolver suas habilidades. Essa plataforma será denominada de IBEF University.

Finalmente também entendemos que devemos colaborar ainda mais para o compartilhamento de nossas habilidades com aqueles que não possuem condições ou acesso à formação em nossas áreas de atuação. Assim está nascendo o IBEF Social, um programa voltado na contribuição de famílias carentes a ter um melhor entendimento dos seus limitados recursos e como podem fazer para melhor controlá-los. Neste processo, quem sabe também não são encontrados futuros talentos que, por vias normais de formação, dificilmente seriam identificados. Queremos colaborar para uma sociedade mais justa, equânime e íntegra. Esse é o nosso maior objetivo. Certos de que podemos auxiliar o nosso Estado em sua rota de desenvolvimento contínuo e colaborativo.

 

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