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terça-feira, 2 março, 2021

JOSÉ
EUGÊNIO
VIEIRA

Chafik Murad (Rua Chafic Murad)

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Libanês veio para o Brasil em 1925

No século XIX, o declínio econômico e a miséria marcaram os libaneses. O país tinha que conviver com o “banditismo, extorsão de impostos e desgoverno […]”.
A família do Chafik Murad ainda teve que conviver com a ocupação dos otomanos, quando eles professavam a religião cristã. Viveram na região do Vale do Bekaa, muito rica e fértil, na cidade de Fakeha, nas montanhas. Era extremamente quente no verão e extremamente fria no inverno.

Esta situação acabou fazendo com que o Chafik no ano de 1925 viesse para o Brasil, com os irmãos Jamil e Jamile, que foi para o interior de Minas Gerais, e que nunca mais deu notícias. Os pais do Chafik eram o Jorge Abdalba Murad e Fabeha, nascidos no Líbano, e onde geraram os filhos: Maria, Chafick, Jamil, Jamile e Nagela. Chafik nasceu em 23 de março de 1904.

O Jorge (pai do Chafik), vinha com certa frequência no Brasil, especialmente para a cidade do Rio de Janeiro, onde residiam alguns de seus parentes.
Numa dessas viagens trouxe o Chafik ao Rio de Janeiro, no ano de 1925. Ainda por essa época, alguns parentes do Chafik Murad residiam nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Por volta de 1926, retornaram ao Líbano e o seu pai nunca mais retornou até o Brasil. Já o Jamil e o Chafick retornaram para trabalhar na cidade do Rio de Janeiro, percorrendo o nordeste e interior do Brasil. Mascateavam todo o tipo de mercadorias: tecidos, roupas feitas, miudezas, bijuterias, etc.

Certa ocasião, o Chafik estava em Penedo, Alagoas, quando recebeu a informação de que o Lampião iria invadir a cidade, o que o apavorou e o fez pegar o primeiro trem que passou pela cidade, sem saber ao certo para onde iria e qual cidade.

Por volta de 1929 o Nadih, decidiu abrir uma filial no Espírito Santo, especificamente em Vitória, numa parceria com o Chafik e Jamil, seus sobrinhos. O comércio a ser explorado era no ramo atacadista de vendas de fazendas e armarinhos. Por sua vez, essas mercadorias eram vendidas ao comércio varejista do estado. A forma encontrada para a aquisição das mercadorias era de solicitar ao Rio de Janeiro o fornecimento dos tecidos e depois eram remetidos à Vitória.

Através do Jamil criou-se na Rua Duque de Caxias, um local que funcionou como Centro Libanês, onde a colônia do Espírito Santo se reunia. O 1º Presidente do Centro foi o Jamil. Outros movimentos nesse sentido também ocorreram na cidade de Santos-SP.
O local escolhido para construção foi a Praia da Costa, na Rua Gastão Roubach, na Alameda Munir Hilal.

O Jamil foi quem presidiu a comissão de construção do Club Libanês, e foi seu primeiro Presidente. Chafik e Jamil foram muito atuantes no Lions Clube.
Chafik faleceu em Vitória no dia 4 de agosto de 1963, aos 59 anos de idade, de falência súbita, tendo residid

o por 40 anos no Brasil.
Em 1963, foi ao Líbano visitar sua mãe, tendo viajado na companhia de sua esposa Alice e do amigo Américo Buaiz e a esposa Arlete Buaiz. Aproveitaram a viagem e visitaram inicialmente a Europa e depois o Líbano.

Chafik tinha uma doença de válvula. Chegou à casa de sua mãe no final de julho, onde pretendia ficar por 20 dias. À tarde começou a passar mal, com insuficiência cardíaca. Levaram-no à capital Beirute, onde ficou internado. O filho dele, o Munir, residente no Rio de Janeiro, que era médico, pegou um avião e foi para Beirute para encontrar-se com ele e visitá-lo. Pretendia trazê-lo para o Brasil-RJ. No final de julho de 1963 veio a óbito devido à falência súbita cardíaca. Veio de ambulância para Vitória.

 

A indicação para o nome de uma rua no bairro Bento Ferreira, foi do ex-vereador José Manoel de Miranda (Nenel), já falecido.
Copydesk: Rubens Pontes
Agradecimento à Márcia e Dr. Celso Murad


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