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Dólar recua com alta de commodities e conversas entre EUA-China no foco

Moeda americana se ajusta a fatores externos e internos, enquanto Brasília debate pautas econômicas cruciais

O dólar abriu com viés de alta na manhã desta quarta-feira, 22, e passou a cair em seguida, se ajustando à desvalorização da divisa americana frente peso chileno e peso mexicano em meio a ganhos de cerca de 2% do petróleo e alta do minério de ferro. O adiamento dos planos para uma reunião presencial entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, sobre a guerra na Ucrânia, gera expectativa de que as tensões geopolíticas na região não devem arrefecer tão cedo.

Investidores reagem também a sinais do representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, sobre encontro com negociadores comerciais da China e afirmando que segue mantido na agenda de Trump o encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, na próxima semana.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Jacarta nesta quarta e seguirá para a Malásia, na sexta, 24, onde poderá se encontrar também com Trump no domingo à tarde, às margens da cúpula de líderes da Asean.

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O ministro Geraldo Alckmin destacou nesta terça, 21, interesse dos EUA em terras raras brasileiras e não descarta a suspensão da tarifa americana de 40% contra o Brasil. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse esperar que o encontro presencial entre Lula e Trump será “ainda melhor” que o telefonema trocado entre os dois chefes de Estado, em 6 de outubro.

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Do lado fiscal, o presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que a votação da LDO de 2026 ocorrerá após resolver o impasse sobre o orçamento.

Enquanto a Fazenda finaliza as propostas para a Medida Provisória alternativa ao IOF, que caducou no início do mês, governistas na Câmara dos Deputados tentam acelerar pelo menos dois projetos que poderiam ajudar o Executivo a fechar as contas.

A Comissão de Finanças e Tributação quer aprovar, ainda nesta semana, a urgência de projeto que aumenta a taxação das bets e espera passar texto que corta renúncias fiscais no início de novembro, com a pretensão de negociar com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), uma tramitação mais rápida da matéria em plenário.

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O ministro da Fazenda também disse que será necessário revisitar temas que o Congresso não quis opinar ou rejeitou. Ele citou os supersalários, a aposentadoria dos militares e os fundos constitucionais. “Não é que o governo não mandou, o governo mandou, o Congresso ou não apreciou ou rejeitou.” Além disso, segundo Haddad, o Supremo Tribunal Federal (STF) está com três votos a favor da tese de que o Congresso tem que seguir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ele criticou o Congresso por criar despesas sem indicar como bancar.

Na agenda do dia, o destaque é o terceiro leilão de áreas do pré-sal (10h) e a divulgação dos estoques de petróleo dos EUA (11h30). O terceiro leilão de áreas do pré-sal da Oferta Permanente de Partilha inclui sete blocos nas bacias de Santos e Campos. A Petrobras exerceu preferência apenas no bloco Jaspe, em Campos. Outras 14 empresas, como Shell, BP, Chevron e TotalEnergies, participam da disputa.

No exterior, o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, afirmou nesta quarta-feira que vê o atual nível de política monetária da zona do euro como “adequado” e os riscos para a inflação são “equilibrados”.

Na terça, o dólar à vista fechou em alta, cotado a R$ 5,3906 (+0,37%), e a R$ 5,4005 no futuro de novembro (+0,19%). A moeda americana subiu frente a pares globais, especialmente o iene, após a escolha da nova primeira-ministra do Japão. O movimento ocorreu em dia sem indicadores nos EUA, com investidores à espera do CPI americano e atentos às tensões comerciais entre EUA e China e à prolongada paralisação do governo americano.

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(Com informações da Agência Estadão, Por Silvana Rocha)

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