Do campo para a vida

Crédito: Denis Charlet

O futebol é uma paixão nacional e mundial, não há como negar.

Movimenta milhões e atrai multidões, pauta conversas calorosas em mesas de bar, é motivo de amor e ódio, mobiliza uma nação inteira, atrai crianças, homens e mulheres, jovens e adultos. De tão intenso, humano e envolvente, é possível fazer desse esporte uma metáfora para a existência. Por que não?

Nas “divididas” da vida, é importante ser tão preciso e fair play quanto nas do futebol. Na nossa caminhada, são fundamentais resiliência e combatividade, assim como dentro das linhas do campo. Que a gente voe atrás de nossos objetivos com a mesma explosão com que os atacantes disparam num belo e certeiro contra-ataque.

Se, na trajetória, o “juiz apitar para o adversário”, precisamos entender que as intempéries fazem parte da “partida”. Uma hora, o “pênalti” será a nosso favor. Muitas vezes, não resolve nada “adiantar a bola”. Nas batalhas do dia a dia, também existem “impedimentos” e há o tempo certo para todas as coisas. A dica é: domine primeiro, depois avance.

Chamemos a responsabilidade para nós quando necessário. Mas é essencial entender a hora de “passar a bola”, com a mesma generosidade e cadência com que um bom meio-campista faz nos jogos. Sejamos bons “apoiadores”, dando “assistências”. Há muito mérito em servir. Esquecer o coletivo? Jamais. Se formos “substituídos”, nada de desânimo. Na vida, algumas “mexidas” também são necessárias.

Nossas escolhas podem “alterar o placar”. Um único lance é capaz de “definir a partida”. O importante é não deixar de tentar.

Que tenhamos na caminhada as mesmas habilidades dos craques mais talentosos. A essência é: “buscar” o jogo, “driblar” as tristezas, “marcar firme” em nossas metas, “dar chapéu” nas adversidades, “defender” nossos princípios e “fazer gols” de alegria.


Vitórias

Que nosso maior troféu sejam a ética e a dignidade. Títulos e medalhas levantam nossa autoestima, mas não podem ser a única motivação. Que no decorrer de cada “partida” sejamos felizes, ganhando ou não. Quando tudo der errado, que não desistamos. Às vezes, dá para “ganhar de virada”.
Se o desânimo aparecer, a saída é “apertar a marcação”, jogar tudo que for ruim para “escanteio”. Em alguns momentos, é preciso “ceder um lateral” para escapar do perigo.


Coragem

Que nos realizemos em nossas “jogadas”; que as disputas sejam limpas. É justo comemorar as vitórias, mas fundamental aprender com as derrotas. Sejamos, sobretudo, nós mesmos. O resto,  “tiramos de letra”. Não permitamos que desmereçam nossos sonhos ou diminuam nosso brio. O “chute” pode ser de trivela, de primeira, de chapa, de calcanhar, de bico e até mesmo mascado. Importante é acreditar. Cabeça erguida, gente, até o apito final.

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