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quarta-feira, 17 DE julho DE 2024

Detentos de Linhares produzem blocos de concreto para a construção civil

Internos produzem cerca de mil blocos de concreto por dia em projeto de ressocialização

Por Kebim Tamanini

Após divulgarmos que 160 detentos do sistema prisional integram o Programa de Ressocialização da Secretaria da Justiça (Sejus), participando da construção do Hospital Geral de Cariacica (HGC), a novidade agora é que outros 15 detentos estão envolvidos em um projeto similar em Linhares. Cerca de mil blocos de concreto são produzidos diariamente. A iniciativa, que já está em operação há quatro anos, conta com a parceria de diversas instituições ligadas à construção civil.

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O projeto de Linhares, possibilita a venda dos blocos de concreto para empresas locais da construção civil a preços mais acessíveis que os do mercado. Os recursos obtidos com a comercialização são reinvestidos no projeto, fortalecendo sua autossustentabilidade. Além disso, parte da produção é doada para reformas de entidades sociais que não poderiam arcar com esses custos.

Desde sua implantação, a Fábrica de Blocos da Penitenciária Regional de Linhares (PRL) produziu aproximadamente 50 mil blocos de concreto. Esses blocos têm sido fundamentais não só para projetos externos, mas também para a melhoria e manutenção das próprias instalações prisionais. Um exemplo recente é a construção do estande de tiros da Academia da Polícia Penal (Acadeppen) no Complexo de Viana, que utilizou cinco mil blocos de cimento produzidos pelos detentos.

“A fábrica de blocos dentro da prisão tem um impacto social positivo, pois promove a ressocialização dos reeducandos ao fornecer uma atividade produtiva e capacitá-los para o mercado de trabalho”, disse o diretor da Penitenciária Regional de Linhares (PRL), Vinicius Narcizo.

Os detentos selecionados devem atender a critérios específicos, como aptidão física e bom comportamento, estabelecidos em lei. Uma Comissão Técnica de Classificação, composta por profissionais servidores da unidade prisional, psicólogo e assistente social, auxilia na definição do perfil destinado às vagas.

O projeto não apenas oferece aos detentos uma oportunidade de trabalho digno e formação profissional, mas também contribui significativamente para a economia local e o bem-estar social. A produção de blocos de concreto de alta qualidade e baixo custo tem atraído empresas e possibilitado reformas em instituições sociais, reforçando a ideia de que iniciativas de ressocialização podem gerar benefícios reais e tangíveis para a comunidade.

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