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terça-feira, 7 dezembro, 2021

Saiba tudo sobre o terceiro dia de desfiles do Carnaval de Vitória!

Agremiações tiveram imprevistos, o que não atrapalhou as evoluções na avenida

O último dia dos desfiles das escolas de samba aconteceu neste sábado (15) e foi marcado por muito calor, em todos os sentidos. As arquibancadas e camarotes estavam mais cheias e animadas que nos desfiles da última sexta-feira (14). A alegria corria solta pelo ar.

Entretanto, algumas escolas tiveram infortúnios, como desfalque de integrante, atraso na saída da avenida, fogo nos carros alegóricos, entre outras coisas. Mas nada disso atrapalhou o desenvolvimento e a beleza das agremiações.

Pela primeira vez no Sambão do Povo, em Mário Cypreste, a administradora Juliana Cotta contou que a experiência em estar no local é imensurável. “A sensação de assistir aos desfiles é incrível. Quem vem pela primeira vez quer sempre voltar. E é o que farei”, disse ela.

Já a técnica em logística, Lorena Fraga, destacou a importância do evento para a cidade. “Eu amo carnaval, e o de Vitória é lindo de ver. Isso estimula muito o nosso turismo e a imagem que a nossa cidade passa para as outras pessoas”, frisou.

Unidos da Piedade
Unidos da Piedade canta Franciscos que fizeram história. – Foto: Carlos Antolini

Unidos da Piedade

A escola foi a primeira a desfilar com seus 1.400 componentes e 20 alegorias. A escola, originada no Morro da Piedade, em Vitória, homenageou grandes personalidades do Brasil e do mundo com um nome em comum: “Francisco’s.

No inicio da apresentação, a primeira porta-bandeira passou mal e precisou ser socorrida. Segundo informações da direção da agremiação, ela não aguentou o peso da fantasia e chegou a desmaiar. Mas foi retirada da pista imediatamente.

Um dos carros alegóricos quebrou, deixando um espaço maior que o esperado entre duas alas durante o desfile. Mas com todos os contratempos, a escola se saiu bem na avenida e não prejudicou sua saída da avenida.

Jucutuquara
A força dos negros foi o tema escolhido pela Unidos de Jucutuquara. – Foto: Carlos Antolini

Unidos de Jucutuquara

Com o samba-enredo “Griot”, 18 alas, 1.500 componentes e 4 carros alegóricos, a escola abordou os contadores de lendas, que transmitiam as histórias aos mais jovens. Escola animada, com cores fortes, carros altos, largos e compridos.

Apostaram nas alegorias para falar sobre os povos africanos. O material das roupas das baianas em EVA, material mais em conta e mais leve, proporcionou todo o gingado necessário.

O último carro da escola em que apresentaria uma surpresa, começou a soltar fumaça e agarrou na lateral das grades, e com dificuldade foi retirado. Não houve necessidade de atuação dos bombeiros, mas comprometeu o tempo de saída da avenida.

MUG
Desfile grandioso da MUG explorou tradições e lendas indígenas. – Foto: Carlos Antolini

MUG

Com 18 alas, quatro alegorias, um tripé e 1.600 componentes, a escola apresentou o tema “Oby – O Imaculado Santuário das Lendas”, foi desenvolvido a partir do olhar de um aventureiro holandês que, após um naufrágio no litoral capixaba, desperta em pleno santuário Oby. O tema aborda a história dos índios do Espírito Santo, entre eles os povos tupinambás e botocudos, que praticavam a antropofagia que despertava inquietude no imaginário português.

A escola preparou muitas surpresas na avenida para quem estava presente. E a arquibancada ficou muito empolgada quando ela entrou, cantando o samba-enredo do começo ao fim. O destaque, sem dúvida, foi a comissão de frente que interpretou perfeitamente os índios canibais em uma coreografia muito elaborada.

Já o carro abre-alas que parecia sair fogo em sua estrutura, logo foi desmistificada, pois fazia parte da alegoria. Ao final do desfile, invadiu a grade e pegou algumas pessoas que não se machucaram. O atraso atrapalhou um pouco a evolução da escola, mas não tirou seu glamour.

Boa Vista
A força dos talentos da música capixaba foi o destaque do enredo da Boa Vista. – Foto: Leonardo Silveira

Boa Vista

Mostrando a força da cultura capixaba, a escola de Cariacica apresentou o enredo “Voa nas ondas do rádio minha águia voa e baila no céu de notas musicais o mestre dedilhando a viola fez escola na canção da paz, mas olha…”. A melodia foi baseada na música “Água de Benzer”, da banda Maninal, cujo integrante é o ex-secretário de Cultura de Vitória e ex-vocalista da banda, Alexandre Lima.

Na comissão de frente, o artista Jeremias Reis, ganhador do The Voice Kids encantou o público com seu sorriso. Maurício de Oliveira, grande artista capixaba, também foi reverenciado em um carro alegórico, com um busto e um componente representando-o. A Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames) também veio representada em um lindo carro alegórico.

Foram quatro carros alegóricos, dois tripés, 20 alas e 2 mil componentes. A agremiação ao passar pela passarela fez o público vibrar com um samba-enredo contagiante, encerrando o desfile sem qualquer incidente.

Novo Império
A Novo Império levou ao Sambão do Povo reflexões sociais sobre a infância. – Foto: Leonardo Silveira

Novo Império

Com o enredo “O bê-a-bá dos guris – uma lição para todos”, a escola de Caratoíra, em Vitória, levou para a avenida a infância e seus direitos segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que completa 30 anos em 2020.

A agremiação também destacou a saúde na infância, com um carrossel de vacinas e componentes fantasiados de gotinhas e vírus. A escola, que luta para permanecer no grupo especial, levou à avenida 1.500 componentes, 20 alas e quatro carros alegóricos.

Os componentes cantaram pouco o samba-enredo, o que deixou o desfile “morno”. A escola ultrapassou o tempo regulamentar, finalizando o desfile com 1 hora e 6 minutos e pode ser penalizada.

Imperatriz do Forte
Os caminhos da Rota Imperial no circuito da Imperatriz do Forte. – Foto: Carlos Antolini

Imperatriz do Forte

A penúltima escola a desfilar, a Imperatriz do Forte levou à avenida o enredo “Das Terras de Vila Rica à Vila Nova do Espírito Santo: Imperatriz Engalanada Apresenta a Rota Imperial de São Pedro D’Alcântara”, abordando a rota que liga Vitória à Ouro Preto, em Minas Gerais.

A agremiação levou ao Sambão do Povo, 1.300 componentes, 21 alegorias e três carros alegóricos, além de um tripé. O carre abre-alas, todo em azul, contou com um símbolo da escola e uma enorme coroa, mas não foi tão impactante como as das outras escolas que se apresentaram anteriormente.

O desfile teve novidades, como um tripé em que contou com a transformação e peças de roupas de integrantes no meio da pista, mas não foi uma surpresa muito inovadora. Além disso, do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira superou os problemas do ensaio técnico e fez uma apresentação competente.

São Torquato
A São Torquato provocou uma viagem pelas emoções do imaginário. – Foto: Leonardo Silveira

Independente de São Torquato

A última escola a desfilar, a Independente de São Torquato sob o enredo “O Portal das Ilusões”, levou à avenida  1.300 componentes, divididos em 21 alas e três carros alegóricos, além do rei de bateria, Max Brandão.

O carro abre-alas enfrentou dificuldades para entrar no Sambão do Povo e acabou entrando fora de posição, mas a comissão de frente fez um excelente trabalho com truques de ilusionismo.

A agremiação não apresentou muitas novidades e ainda corre o risco de retornar ao Acesso por conta de problemas ao longo do desfile.

Confira mais fotos do terceiro dia de desfiles do Carnaval de Vitória 2020:

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