Desemprego recua em maio e desalentados atinge nota máxima

Foto: Pedro Ventura

Cerca de 12,9 milhões de brasileiros saíram ou não conseguiram retornar ao mercado de trabalho. O número representa o total de 12,3% em maio deste ano

O mês de maio foi positivo, mas nem tanto para quem está desempregado. Isso porque foi registrado o percentual de 12,3% no mês de maio deste ano, o que representa um total de 12,9 milhões de brasileiros sem trabalho. As informações são do O Globo.

Entre dezembro de 2018 a fevereiro de 2019, o desemprego era de 12,4%. Isso significa que, em comparação, os especialistas analisam como aceitável e dentro dos parâmetros econômicos.

A falta de dinamismo da economia, a baixa confiança dos empresários e o ritmo ainda lento dos investimentos dificulta uma melhora no emprego, são causas apontadas como um dos problemas para o desemprego ainda não ter sido reduzido mais.

Na análise da economista Isabel Berlinck, houve um pequena melhora na contratação, mas ainda muito tímido com relação ao número de desempregados. “Muitos empresários aguardam o aquecimento da economia para poder ampliar os investimentos e consequentemente aumentar a oferta de trabalho. Outro fator considerável, foi a queda na procura por emprego, segundo aponta o IBGE”, explicou.

Outros dados

O Ministério da Economia divulgou os dados do Cadastro geral de Empregados e Desempregados (Caged), na quinta-feira (27), que informa que o país criou 32.140 empregos com carteira assinada, o menor nível para o mês desde 2016.

O IBGE também informou que a taxa de desemprego em maio ficou ligeiramente abaixo de igual período do ano passado, quando estava em 12,7%. Entretanto, o número continua não satisfatório.

O número de pessoas que ainda aguardam por uma vaga de trabalho sem precisar buscá-las, chamadas de desalentados, chegou a 4,9 milhões, representando um recorde.

Além disso, na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro, houve um aumento de 744 mil pessoas na categoria subutilização. Já o número de trabalhadores por conta própria atingiu níveis recordes na série história da Pnad Contínua. Agora são 24 milhões de brasileiros nesta situação.

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