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quinta-feira, 21 janeiro, 2021

“Depois de 2020”

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Mais pragmatismo e menos bravata, esse deve ser o mote

Por André Pereira César

O ano de 2020, que já se anunciava difícil, ganhou doses extras de dramaticidade com a pandemia decorrente do surgimento da COVID-19. A crise teve início em janeiro e ainda não se sabe quando estará superada. As consequências, que são de toda ordem – econômicas, políticas, sociais, sanitárias, etc – obrigaram governos de todo o mundo a adotarem medidas extremas, que devem continuar em vigor por algum tempo. Afinal, o que esperar de 2021?

O primeiro ponto a ser analisado diz respeito à vacinação contra a Covid. Após meses de intensa pesquisa global, alguns países já vacinam suas populações – Inglaterra e Rússia, por exemplo.

No Brasil, porém, o ambiente é de incerteza, em função da permanente disputa política entre Planalto e os governos estaduais e municipais. Um quadro que já causou muitos danos, mas, espera-se, será superado em breve.

No âmbito da política, a agenda é extensa. A eleição das novas Mesas Diretoras do Congresso Nacional, em fevereiro, poderá gerar novas ondas de turbulência entre o Executivo e o Legislativo. O presidente Jair Bolsonaro espera eleger um aliado para comandar a Câmara dos Deputados, mas enfrentará forte resistência dos parlamentares, em especial do atual presidente, Rodrigo Maia (DEM/RJ). O jogo será bruto.

Somente após a definição do Congresso, as reformas voltarão a ser efetivamente debatidas. Duas delas, em especial, são essenciais para o Brasil – tributária e administrativa. Além disso, há toda uma agenda econômica à espera de votação, como a Lei do Gás e a autonomia do Banco Central. Assuntos complexos para os quais não se atingiu um mínimo consenso até agora.

Sobre política externa, os desafios são imensos. A missão, na verdade, é uma só – retirar o Brasil da condição de “pária internacional”. Assim, é fundamental uma guinada na política ambiental, com redução efetiva do desmatamento e das queimadas na Amazônia e no Pantanal.

Também o fim dos atritos com a China, nosso mais importante parceiro comercial, precisa ser buscado – o custo dessa brincadeira poderá ser elevado. Por fim, será necessário adotar um diálogo adulto e responsável com o governo democrata de Joe Biden. Mais pragmatismo e menos bravata, esse deve ser o mote.

Tudo isso deságua, é claro, na economia. Após o tombo de 2020, com queda expressiva do PIB e desemprego em alta, o novo ano precisará ser de recuperação. Não há uma receita única, fechada, mas alguns pressupostos indicam os caminhos a serem seguidos.

Tendo em mente que a ação do Estado para minimizar os danos gerados pela crise não se esgotará de imediato, a definição de setores estratégicos que deverão receber estímulos será crucial. Além disso, o governo precisará apoiar efetivamente a agenda de reformas, e não ficar apenas na retórica.

A tudo isso deve se somar uma gestão inteligente dos recursos públicos, de modo a evitar desperdícios aos cofres públicos. Questões de curto e médio prazos, como se vê.

Há, sim, motivos para um moderado otimismo com o novo ano. Com todas as tristezas, dores e perdas, 2020 nos ensinou a ser mais fortes. O momento é de luta – e de cobrar os governos a serem responsáveis e competentes. Do contrário, as urnas cobrarão a fatura em 2022.

André Pereira César é Cientista Político e sócio da Hold Assessoria Legislativa

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