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quinta-feira, 4 junho, 2020

Depois da Venezuela, agora é Cuba que passa fome

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País enfrenta uma escassez generalizada de alimentos e produtos de higiene. Escassez de comida leva a longas filas: ‘É uma situação muito desesperadora’, relata uma cubana

Desde o fim de 2018, Cuba enfrenta uma escassez generalizada de alimentos e produtos de higiene, como sabonete e pasta de dente. Nos últimos meses essa crise se agravou, levando a população ao desespero, enfrentando filas longas em busca de comida.

Segundo a BBC, o desabastecimento na ilha tem gerado insegurança alimentar para a população, que enfrenta filas gigantescas para conseguir alimento. As pessoas relatam que mesmo tendo dinheiro, não conseguem adquirir produtos básicos, pois eles simplesmente não estão à disposição.

“É uma situação muito desesperadora, você se sente muito impotente porque nem com dinheiro consegue as mercadorias”, relatou Maydelis Blanco Rodríguez, uma cubana de 32 anos.

Comprar salsicha, frango, arroz, ervilha, feijão, ovo ou óleo se tornou um desafio diário para os cubanos, além de provocar tumultos, discussão e pancadaria. O regime cubano iniciou um racionamento de alimentos, com o objetivo de “conseguir maior equidade na distribuição de alguns produtos” e “evitar a acumulação compulsiva”.

O atual Presidente do Conselho de Estado de Cuba, Miguel Díaz-Canel, acusou os EUA pelo caos na ilha, especialmente por conta das novas sanções do presidente americano, Donald Trump. Ele diz que a falta de produtos se deve ao “aumento das perseguições financeiras”.

“Esta situação tem entre suas causas o recrudescimento do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos e o aumento das perseguições financeiras”, afirmou o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, durante uma reunião da Comissão Agroalimentar do Conselho de Ministros de Cuba.

A situação não atinge apenas a capital Havana, mas também províncias do interior, onde o desabastecimento é ainda pior, o que tem gerado confusão e princípios de confrontos entre a população.

“Outro dia eu estava na fila porque conseguiram cabeça, pata e língua de porco, e dois homens começaram a se agredir. A polícia teve que intervir. É incrível que depois de 60 anos da revolução, as pessoas quase se matem para comprar uma língua de porco”, diz Pinar del Rio Teresa García, de 86 anos.

Segundo dados oficiais, Cuba importa entre 60% a 70% dos alimentos que consome. Atualmente o país tem mais de 11 milhões de habitantes. Um dos fatores para o desabastecimento seria a crescente perda de capacidade de importação. Tudo indica que a falta de pagamento também levou alguns fornecedores a fecharem suas portas.

RACIONAMENTO DE PRODUTOS

Em meados de maio o governo cubano anunciou um racionamento de produtos básicos, que se prepara para enfrentar a pior crise econômica em décadas. A medida limita a oferta de mercadorias como arroz, feijão, frango e ovos, sabão, entre outros, têm vendas limitadas devido a escassez.

Governo do país culpa restrições impostas por EUA. Economistas atribuem crise de abastecimento também à situação na Venezuela.

A ministra do Comércio, Betsy Diaz Velazquez, disse à agência estatal de notícias de Cuba que serão aplicadas várias formas de racionamento para lidar com a escassez de alimentos básicos. Ela atribuiu a situação ao recrudescimento do embargo comercial dos EUA imposto pela administração Trump.

Economistas atribuem a situação também à redução da ajuda vinda da Venezuela, onde o colapso da companhia estatal de petróleo levou ao corte de quase dois terços dos carregamentos de combustível subsidiado, que Cuba usava em seu setor energético e como mercadoria para ganhar moeda forte no mercado aberto.

“Pedimos calma”, disse Diaz, acrescentando que os cubanos deveriam sentir-se seguros de que, pelo menos, vai continuar havendo óleo de cozinha em grande quantidade. “Não é um produto que estará ausente do mercado, de forma alguma”.

Cuba importa cerca de dois terços dos seus alimentos, a um custo anual de mais de dois bilhões de dólares, e a escassez temporária de produtos básicos é comum na ilha há vários anos. Nos últimos meses, um número crescente de produtos começou a desaparecer por dias ou semanas, e grandes filas começaram a se formar nos supermercados em poucos minutos, após o aparecimento de produtos escassos, como frango ou farinha.

*Com informações de BBC

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