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sexta-feira, 3 dezembro, 2021

Demanda por carne de porco cresce e favorece abate recorde de suínos

Alta do preço da carne de boi e desabastecimento do mercado interno favoreceram o aumento

Dados do IBGE mostram, entretanto, que alta é anterior e nos últimos cinco anos, o consumo per capta da carne de porco registrou aumento 14%. Produtores e frigoríficos comemoram as vendas.

Foto: Divulgação Saudali

O abate de suínos atingiu seu recorde no Brasil, chegando a 13,04 milhões de cabeças de suínos – uma alta de 7,6% ante ao mesmo período de 2020 e de 2,9% frente ao primeiro trimestre de 2021. É o que revelam números divulgados pelo IBGE em setembro deste ano. Segundo Alvimar Jalles, consultor de mercado da Associação do Estado de Minas Gerais (ASEMG), o aumento do consumo deste tipo de carne cresce exponencialmente, no país: “O abate anual de suínos no Brasil cresce sem interrupções desde 2014, como consequência dos estímulos originados das exportações. A partir de 2019, a trajetória de alta se intensificou, batendo recordes sucessivos”, afirmou Alvimar.

No índice mensal, foram registrados os melhores resultados para os meses de abril, maio e junho, propiciando um recorde de abate de suínos na série histórica, iniciada em 1997. O resultado das exportações de carne suína in natura, com o pico em junho, ajudou nesse cenário. Minas Gerais é o quarto estado com maior produção no Brasil, com aproximadamente 12,5% do abate nacional, de acordo com dados da plataforma de suínos. O Brasil, por sua vez, é atualmente o quarto maior produtor e exportador de carne suína (considerando a União Europeia somada), segundo a pesquisa realizada pelo IBGE.

O aumento do abate já criou efeito cascata, mas o comportamento de mercado com tendência de alta é anterior a este último salto. A carne suína está ganhando cada vez mais espaço nas refeições dos brasileiros. Nos últimos cinco anos, o consumo per capita da proteína animal cresceu 14%, passando de 14,47 quilos registrados em 2015 para 16,86 quilos em 2020, segundo o IBGE. A Saudali Alimentos reflete esse movimento do mercado. De acordo com Desidério Guimarães, diretor-procurador da empresa mineira especializada no abate de suínos e produção de alimentos derivados, houve alta de abate e outros números no período da pesquisa: “Registramos, no 2º trimestre de 2021, o aumento de 2,17% no abate de suínos, 35% no faturamento geral da empresa e 25% no preço médio do produto”, comenta.

A estrutura de vendas também foi ampliada em 400% e hoje são 350 representantes comerciais que atendem 20 estados brasileiros. A quantidade de clientes cresceu 120%, passando de 7 mil clientes por mês, para 16 mil mensais nos últimos anos. A exportação atualmente é realizada para 16 países e o portfólio de produtos conta com mais de 230 itens congelados, resfriados, especiais temperados e in natura, recentemente reposicionados nas linhas Saudali, Apreciatta e Saborear.

Adriano Pacheco, diretor comercial da Saudali. Foto: Divulgação

Para Adriano Pacheco, diretor Comercial da Saudali, a estratégia foi atender a demanda crescente do mercado interno, sem deixar de exportar: “A Peste Suína Africana dizimou 60% do plantel chinês e grande parte dos frigoríficos brasileiros intensificaram as exportações para a China. Porém, como bons mineiros que somos, ficamos atentos ao mercado interno. Com a alta da carne de boi, vislumbramos novas oportunidades para o Lombo, a Picanha Suína e a Costela de Porco. Temos preços competitivos, ótima logística, capacidade de produção e variedade de produtos. Por isso, os excelentes resultados devem seguir nos próximos anos”.

 

A Saudali tem 21 anos de fundação e está localizada na região do Vale do Piranga, um dos maiores e mais influentes polos de suinocultura independente do país. Em 2020, o faturamento da empresa foi de R$ 755 milhões, com R$ 41 milhões de lucro registrado. Atualmente, a empresa gera 1.700 postos de trabalho diretos e cerca de 3.000 indiretos, entre representantes comerciais autônomos, promotores de venda, prestadores de serviço e fornecedores.

A empresa possui atuação no Espírito Santo e dois times de venda que atendem os 1.300 clientes ativos as regiões Centro-Sul e Serra-Norte. A expectativa é que a Saudali feche o ano com faturamento total de R$ 903 milhões e lucro de R$ 49 milhões.

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