Crise na Venezuela: aumenta número de mortos

(Fotografia - Agência Brasil)

Até o momento, cerca de 50 países já reconhecem o governo interino de Juan Guaidó, chefe da assembleia popular

O número de mortos na Venezuela como consequência dos protestos realizados desde terça-feira (30) contra o governo do presidente Nicolás Maduro subiu para quatro devido ao falecimento dos adolescentes Yoifre Hernández Vásquez, de 14 anos, e Yosner Graterol, de 16.

Um parente de Yoifre disse à Agência Efe que o jovem participou das manifestações de quarta-feira no bairro de Altamira, reduto da oposição em Caracas, onde milhares de manifestantes entraram em confronto com as forças de segurança ao tentarem seguir para o oeste da capital. Ferido em circunstâncias não esclarecidas, Yoifre morreu na manhã desta quinta-feira (02), na Clínica Ávila de Caracas.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta quinta-feira (02) aos militares que desarmem os traidores e golpistas, em uma visita que fez ao Ministério de Defesa dois dias depois de uma tentativa de “golpe” liderada pelo chefe do Parlamento e líder da oposição, Juan Guaidó.

“A Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) deve se mostrar cada vez mais subordinada ao comando, cada vez mais obediente, disciplinada (…), cada vez mais socialista, anti-imperialista, cada vez mais chavista”, disse o presidente para centenas de oficiais em Caracas.

Em entrevista exclusiva concedida à ES Brasil, um venezuelano que pediu anonimato por questões de segurança explicou que a atual tática dos militares é tentar desarticular as passeadas e os protestos antes que de sua formação. “Na maioria das vezes a ação de reprimenda é feita quando duas ou três pessoas estão caminhando para participar de alguma manifestação. É uma forma de induzir o medo”, explicou.

Vídeo enviado com ação dos militares (cenas fortes)
Apoio internacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta quinta-feira seu apoio à “digna luta pela liberdade do povo da Venezuela”, dois dias depois da revolta liderada pelo líder opositor e chefe do Parlamento, Juan Guaidó.

“Nossos pensamentos estão com o povo da Venezuela na digna luta pela liberdade”, disse Trump no início do discurso no Dia Nacional da Oração na Casa Branca.

*Da redação com informações da Agência Efe


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