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terça-feira, 7 julho, 2020

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A ideia de que se deve buscar o equilíbrio em economia contribui para a construção de modelos teóricos elegantes, mas que pouco contribuem para uma melhor aproximação da realidade. Quando esses métodos são usados para legitimar políticas que privilegiam alguns poucos e prejudicam uma grande maioria, é importante que seja explicitado o conteúdo ideológico dessa utilização.
Reconhecer a importância do funcionamento do mercado financeiro é básico em qualquer debate sobre as relações sociais envolvidas na produção, na circulação e na distribuição de bens, serviços e conhecimentos.

Essa relevância é atestada pela história e precisa ser ressaltada nos dias atuais em função dos avanços recentes nas tecnologias da informação e das telecomunicações (TICs). A redução de custos na captação, no tratamento, na transmissão e na recepção de informações, aliada à crescente liberdade de movimentação financeira, resultou em um processo de financeirização mundializada sem precedentes.

Como consequência, é também sem precedentes a distância entre a economia e as finanças. Estas, por meio de inúmeros novos produtos criados/ampliados – derivativos, securitização, dentre outros –, estão cada vez mais autônomas com relação a aplicações na economia real, no âmbito de empresas, de governos ou de indivíduos. Quando essas aplicações ocorrem, são avaliadas segundo uma lógica de rentabilidade e de tempo de retorno dificilmente compatíveis com as possibilidades de quem investe.

Essas incompatibilidades entre o lado real da economia e as exigências de ganhos do setor financeiro gera descompassos permanentes e cada vez mais abrangentes em escala mundial. A ponta do iceberg da crise de 2007 – a impossibilidade de famílias americanas continuarem a alimentar a ciranda montada em torno do mercado imobiliário – resultou em instabilidade global em função do contágio entre os diversos segmentos do mercado financeiro.
Parcela dos custos dos ajustes necessários a curto prazo foi arcada por governos nacionais. Alguns destes optaram por transferir os ônus dessas adequações à maioria da população. Tudo em nome da estabilidade do mercado financeiro, tomada como indiscutível, legitimada por números friamente calculados por especialistas e incorporados em agendas políticas conservadoras.

Os resultados são, por um lado, a crescente rentabilidade do segmento financeiro em escala mundial; por outro, o estado de letargia da economia; e, por outro ainda, a forte deterioração de ganhos sociais. O grau dessa rentabilidade, dessa letargia e dessa deterioração tem variado no tempo e de país para país, mas é evidente que, onde a primeira é privilegiada, o crescimento econômico e a estabilidade social são fortemente prejudicados. A agenda política brasileira precisa pautar o debate amplo sobre quem deve pagar os custos do necessário ajuste fiscal. É míope repetir por aqui o equívoco de transferir à sociedade o ônus total desse ajuste para que o “mercado se acalme”.

Arlindo Villaschi é professor de Economia e Coordenador do Grupo de Pesquisa em Inovação e Desenvolvimento Capixaba/Ufes

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