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terça-feira, 31 março, 2020

Desenvolvimento: debate necessário

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Contrariamente à noção de crescimento econômico (que mede mudanças na produção de bens e de serviços) a de desenvolvimento implica em atributos mais amplos. Para desenvolver-se, uma economia (nacional, regional, local, empresarial etc.) necessita romper com padrões de produção, circulação e distribuição de bens e serviços; precisa fazer isso de forma sustentável; e há que pensar a forma como distribui os frutos do progresso econômico.

Esse rompimento, como nos ensina a história local, estadual e mundial, exige mudanças estruturais que só ocorrem através de processos com forte determinação política. Essas mudanças se dão por forças que estão muito além do que indicam as chamadas forças de mercado e suas derivadas vantagens comparativas. Elas resultam da construção de visões socialmente compartilhadas a partir de janelas de oportunidades identificadas no cenário mundial ou nacional.

Se a essa lição da história, acrescentamos o que fazem países na fronteira do desenvolvimento mundial (grandes como Estados Unidos e China; e de menor porte como Coréia do Sul e os nórdicos, por exemplo), parece ser mais do que passado o momento do grande Brasil e o pequeno Espírito Santo repensarem suas trajetórias de crescimento e construírem novas estratégias de desenvolvimento. E elas precisam contemplar as já em curso rupturas em escala mundial.

Dentre as rupturas que estão ocorrendo, destaquem-se (i) a crescente consciência coletiva sobre os limites do crescimento baseado na depredação de recursos naturais; e (ii) a necessidade de serem buscadas novas formas e conteúdos para as relações econômicas para além do comando exclusivo do curto prazismo dos mercados financeiros.

Que atributos têm o Brasil e o Espírito Santo para se beneficiarem de forma mais duradoura das janelas de oportunidades que se abrem a partir dessas rupturas? Dois são incontestáveis: nossa gente e nossa natureza.

Por isso, a agenda do desenvolvimento do País e do Espírito Santo precisam ser redirecionadas para trajetórias que coloquem suas respectivas diversidades étnicas como elementos a serem valorizados para muito além do que hoje é contemplado por indicadores de crescimento. Quanto à natureza precisamos ser mais inteligentes na forma como a transformamos em ativos de nosso desenvolvimento. Há que se ter uma nova forma de olhar a variedade de biomas em escala nacional e a biodiversidade ainda restante em terras capixabas e as sob ameaça na parte que ao estado cabe no Oceano Atlântico.

A maior dificuldade para esse redirecionamento de trajetória, tanto em escala nacional quanto na dimensão capixaba, encontra-se no conservadorismo de forças dominantes sempre temerosas das incertezas de mudanças. Sair da zona de conforto é fundamental para que o País e o estado se sintonizem com o que acontece no mundo. E, como nos ensina a sabedoria popular, é impossível fazer omelete sem quebrar os ovos.

Arlindo Vilaschi é coordenador do Grupo de Pesquisa em Inovação e Desenvolvimento Capixaba / Ufes

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