- Continua após a publicidade -

CPI do INSS: oposição pede convocação de ex-ministros do governo Dilma

Colegiado inicia trabalhos debatendo requerimentos para ouvir figuras-chave de governos passados e atuais sobre fraudes na previdência

A Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa nesta terça-feira, 25, já com ministros da Previdência dos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dez ex-presidentes do INSS na mira.

Na pauta, deputados e senadores votarão se vão aprovar a convocação do ex-ministro Carlos Lupi, que chefiava a pasta quando a crise que envolve descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões explodiu.

Além dele, a CPI pautou a convocação de José Carlos Oliveira, que comandou o ministério no governo Bolsonaro, e Carlos Gabas, ex-ministro no governo Dilma e um velho conhecido da oposição no Senado.

- Continua após a publicidade -

Conteúdo em Alta

Diploma Geovani: veja honraria criada após morte do...
Internet já está em clima de Copa no...
Brasil convoca Neymar e mais 25 para Copa;...
PF prende Vorcaro em nova fase da operação...
CPMI do INSS determina uso de sala-cofre para...
Voto branco ou nulo: entenda a diferença
Dólar no fim de 2025 continua em R$...
Governo fixa subvenção à gasolina em R$ 0,44...
Ministério da Previdência nomeia Ana Cristina para presidir...
Escala 6×1: oposição reage à PEC; confira

Gabas foi alvo de bolsonaristas na CPI da Covid, do Senado. Pairava sobre ele a acusação de ter sido o responsável pela compra pelo consórcio de 300 ventiladores clínicos de UTI da empresa Hempcare, em valor aproximado de R$ 48 milhões, pagos antecipadamente e que nunca chegaram aos Estados.

O ex-ministro foi alvo de convocação, mas os senadores reprovaram a convocação dele ao colegiado.

O Estadão revelou no começo do mês de agosto que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou a existência de indícios de envolvimento do ministro da Casa Civil, Rui Costa, em crimes praticados na compra desses respiradores durante sua gestão como governador da Bahia.

A oposição definiu a convocação de ministros desde a era Dilma e dos ex-presidentes do INSS como uma de suas prioridades.

- Continua após a publicidade -

No total, estão na pauta dez requerimentos para a convocação de ex-presidentes do INSS – eles presidiram o instituto entre 2012 e 2025.

Estão na pauta para serem convocados:

– Lindolfo Neto de Oliveira Sales, presidente entre 2012 e 2015;

– Elisete Berchiol da Silva Iwai, presidente entre 2015 e 2016;

- Continua após a publicidade -

– Leonardo de Melo Gadelha, presidente entre 2016 e 2017;

– Francisco Paulo Soares Lopes, presidente entre 2017 e 2018;

– Edison Antônio Costa Britto Garcia, presidente entre 2018 e 2019

– Renato Rodrigues Vieira, presidente entre 2019 e 2020;

– Leonardo José Rolim Guimarães, presidente entre 2020 e 2021;

– Guilherme Gastaldello Pinheiro Serrano, presidente entre 2022 e 2023;

– Glauco André Fonseca Wamburg, presidente interino em 2023; e

– Alessandro Stefanutto, presidente entre 2023 e 2025, momento em que veio ao público a informação sobre os descontos.

Todos esses requerimentos foram apresentados pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Gaspar disse que pretende fazer um trabalho técnico que reflita o espírito da maioria da CPI e que agirá em busca de quem deu “suporte político” para as operações fraudulentas.

Gaspar também já protocolou requerimento para convocar Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e o atual ministro da Previdência, Wolney Queiroz. Neste momento, essas duas convocações não estão em pauta.

Uma das estratégias da oposição consiste no fato de constranger governistas.

Como mostrou o Estadão, o governo escalou uma tropa de choque e acredita ter maioria no colegiado para barrar convocações como a do irmão de Lula, o Frei Chico, que é dirigente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), uma das entidades que fizeram descontos em benefícios de aposentados do INSS e foram citadas nas investigações para apurar fraudes.

“Eles vão ter que colocar as digitais para bloquear. Vai ficar feio. Se tiverem a maioria e bloquear requerimentos, vai revelar qual era o interesse deles em ter o comando da CPI. Vai ficar feio”, disse o senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Esse constrangimento e imprevisibilidade, mostrou a Coluna do Estadão, motivam alguns dos integrantes da CPI a quererem sair.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) já pediu ao líder do partido, senador Eduardo Braga (AM), para substituí-lo. E, segundo apurou a Coluna, o próprio líder quer deixar a comissão.

No PSD a situação é semelhante. O líder Omar Aziz (AM) e o senador Otto Alencar (BA) também ensaiam a partida.

Oposicionistas também projetam que essa CPI pode ter impacto na eleição presidencial de 2026. “Vamos expor a verdade, punir os criminosos e propor mecanismo para evitar a reincidência no futuro. Principalmente derrotando o PT e a república sindical nas próximas eleições”, disse Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado.

Já o deputado do Coronel Chrisóstomo (PL-RO), autor do requerimento da CPMI, disse que a oposição quer ouvir todos, “inclusive o irmão de Lula”. “Sou titular da comissão e tenho quase mais de 200 requerimentos para apresentar. Tem muita gente para ouvir e vários sindicatos”, afirmou.

(Com informações da Agência Estadão, Por Levy Teles).

Leia Mais

Metas da ONU: Ales leva agenda do ES...
Excesso de incerteza ameaça construção de confiança
Brasil vence Croácia antes da convocação
Tenista argentino admite manipulação e é suspenso por...
Flávio apoia CPMI para investigar Banco Master
Cadastro eleitoral fecha para eleições 2026
Juros futuros avançam em toda a curva de...
Senado reconhece avanços do ES em alfabetização
Portaria oficializa perícia remota do INSS
Pesquisa antecipa disputa e não define votos para...

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -
- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 233

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Política e ECONOMIA

Matérias relacionadas

- Continua após a publicidade -