Coworking ou home-office para quem trabalha a distância?

Empresas dos EUA e da Europa já estão adotando o modelo de home-office, mas modelo de compartilhamento de espaço pode gerar contatos profissionais

Quando o assunto é trabalho a distância a dúvida entre coworking e home-office é bastante comum. Mas, qual desses dois modelos de trabalho pode trazer mais benefícios?

Apesar da crescente e atual popularidade do sistema de coworking, o conceito não é novo. Ele remonta aos anos 1990, embora em 2005 tenha sido efetivamente usado por Brad Neuberg para designar um espaço em que três a nove pessoas pudessem partilhar para trabalhar.

O primeiro espaço de coworking, o Hat Factory, abrigava três profissionais de tecnologia. Em alguns momentos do dia, abria suas portas para que profissionais de outras áreas ou da mesma área pudessem dividir o local.

A intenção do coworking é permitir que trabalhadores autônomos, mais conhecidos como freelancers, possam compartilhar ideias, fazer brainstorming e encontrar um espaço alternativo à própria casa ou aos cafés. Para isso basta ter o seu notebook e começar a trabalhar.

Atualmente existem mais de 6 mil espaços de coworking no mundo todo. No Brasil há mais de mil, sendo que quase um terço desse número está só em São Paulo.

Como funciona o coworking?

Existe mais de um modelo de coworking atualmente. Embora a ideia inicial tenha sido garantir aos profissionais freelancers uma autonomia e até maior privacidade, agora empresas multinacionais já estão aderindo a esse novo formato de trabalho.

Podemos dizer que o conceito está na base de uma revolução na forma como empreendedores, pequenos e grandes empresários estão vendo o mercado de trabalho.

O próprio conceito de 8 horas de trabalho por dia, das 8 às 18, trancados em um escritório que é propriedade da empresa já está sendo questionado. Principalmente na Europa e nos Estados Unidos há um movimento que tenciona modificar a relação dos empregados com sua produtividade.

Nesse sentido, o espaço de coworking é fundamental. Muitas empresas estão alugando espaços para que grupos específicos de funcionários realizem suas tarefas lá. Isso permite focar no que realmente importa, sem as distrações de colegas e tarefas provenientes de outros setores.

Isso tem se popularizado muito em áreas que envolvem alta tecnologia ou criação, como os ramos do design. É uma maneira muito inteligente de focar na produtividade dos funcionários, não no cumprimento de horas. A não necessidade de “bater o ponto” todos os dias liberta o empregado para ser mais produtivo.

Modelos de coworking

Há pelo menos dois modelos de coworking em funcionamento hoje no Brasil. O coworking privado é o mais comum. Como sugere o nome, ele é pago. Costuma ser frequentado por funcionários de pequenas empresas ou por profissionais autônomos dos ramos da tecnologia.

Em 2017 surgiu no país o sistema de coworking público. Ainda há pouquíssimos locais do gênero, sendo os mais conhecidos o Worktiba, em Curitiba, o ItabiraHUB, em Itabira, e o Acessa Campus, em São Paulo.

O coworking público é mais democrático, visto que permite acesso a pessoas que não tenham tanta condição financeira para pagar por um espaço de trabalho.

Por que usar o coworking?

O futuro do mercado de trabalho envolve duas demandas importantíssimas. O primeiro é o gasto mínimo com estrutura física por parte das empresas. Não é à toa que na Europa o sistema de trabalho remoto cresce exponencialmente ano após o ano.

O segundo é garantir que os empregados, funcionários e trabalhadores, sejam autônomos ou não, tenham as melhores condições de trabalho. Como atender a essas duas demandas ao mesmo tempo, sem haver prejuízos a ambos os lados?

O coworking é o modelo perfeito para isso. Ele oferece preços muito reduzidos em termos de alugel de espaço em relação a outras modalidades. Além disso, é um espaço interessantíssimo para estabelecer contatos entre profissionais de empresas diferentes.

A ideia do home office, embora muito celebrada por vários profissionais, tem apresentado muitas desvantagens. Há profissionais que não gerenciam bem o seu horário trabalhando de casa. Outros encontram dificuldade em receber clientes no “conforto do seu lar”.

Um espaço de coworking proporciona maior credibilidade ao seu trabalho. Frente a clientes e mesmo a concorrentes, você deixa de ser um “funcionário doméstico” e passa a ser um empresário ou empreendedor.

Por fim, esse espaços oferecem vantagens físicas incomparáveis. Internet de alta velocidade, recepcionistas bilíngues, salas de reunião com estrutura e segurança, além de serviços como água e café.

Seus clientes e parceiros de trabalho terão acesso a um ambiente sofisticado, corporativo e com todos os benefícios que o escritório de uma empresa tradicional ofereceria, mas com uma liberdade única.

Conteúdo Publicitário