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sábado, 28 maio, 2022

Covid e Influenza afastam funcionários e afetam a economia no ES

Entre 10% e 15% dos funcionários estão afastados no comércio. Foto: Divulgação.

Somente em uma rede de supermercados capixaba, mais de 500 funcionários estão afastados por conta de sintomas gripais

Em razão da circulação da nova variante do coronavírus, a ômicron, que aumentou o número de casos de Covid-19, e de uma epidemia de Influenza no Espírito Santo, muitos estabelecimentos estão sofrendo com a ausência de seus funcionários por conta de atestados médicos, o que traz prejuízos à economia do Estado.

Há uma rede de supermercados com mais de 500 colaboradores afastados em razão de sintomas de Covid-19 e Influenza, segundo confirmou a Associação Capixaba de Supermercados (ACAPS). A onda de afastamentos está atingindo das grandes as pequenas empresas

“É uma rede com mais de 4 mil colaboradores, porém se você analisar que existem estabelecimentos com 20 a 10 funcionários, o afastamento de 02 ou 03 deles, já causa impacto no atendimento e na economia”, explicou o superintendente da ACAPS, Hélio
Schneider.

Orientações de Proteção

A ACAPS reforça as orientações de proteção às doenças com seus associados, entre elas: evitar aglomerações; fornecer álcool em gel para higienização das mãos; exigir o uso de máscara para proteção da boca e nariz; e higienizar os carrinhos.

“Temos dado bastante ênfase desde início da pandemia, quando tivemos um grande impacto. Agora, estamos informando que devem ser mantidos os cuidados essenciais. Tudo que for possível nós vamos manter para proteger nossos colaboradores e os clientes, que também frequentam o espaço e querem um ambiente de colaboração”, disse.

Não foi repassada pela Acaps a necessidade do controle do número de pessoas que frequentam os estabelecimentos. “No início da pandemia tivemos que fazer esse monitoramento, mas ainda não chegamos nesse ponto. Existem lojas pequenas com menos espaço e lojas com grandes espaços, cada uma deve gerir essa proporcionalidade visando evitar aglomeração”, destacou Schneider.

Colaboradores também precisam se ausentar em razão da necessidade de testes. Foto: Divulgação/Sesa-ES

Comércio e Turismo

Já a Federação do Comércios, Bens e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES) informou que, em consulta ao segmento do comércio, lojas, bares, restaurantes e hotéis, entre 10 e 15% dos funcionários se encontram afastados por apresentarem sintomas gripais.

A nota ressalta ainda que os afastamentos costumam ser de 03 dias em razão de atestados médicos e também pela necessidade de os trabalhadores realizarem o teste da Covid-19.

Nada de Alarde 

A Fecomércio não considera a situação alarmante e informa que os empresários se empenham em operar regularmente, apesar das baixas, e que existe certa apreensão porque a progressão dos afastamentos certamente resultará em prejuízo para os negócios e, principalmente, para o atendimento ao público.

Bares e Restaurantes

“O setor tem sentido, sim, desde o final de 2021, mas principalmente com relação aos casos de gripe. Os atestados que costumam girar em torno de 5% estão chegando a 10% da população do setor”, explicou o presidente do Sindicato dos Bares e Restaurantes do Estado (Sindibares), Rodrigo Vervloet.

Para suprir a ausência dos funcionários com atestado, o setor utiliza a modalidade de contrato intermitente e horas extras. “Infelizmente, aumenta o nosso custo, principalmente nesse momento, em que mais precisamos de mão-de-obra, porque é final de ano e verão”, comentou. 

 

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