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segunda-feira, 13 julho, 2020

O grande resgatador e fomentador da vida em sociedade

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O cooperativismo impõe-se como ferramenta social de reaproximação das pessoas em prol de um objetivo comum

Por mais que se assemelhe a um famoso clichê, a ideia de unir-se para somar forças se materializa por meio do cooperativismo. Ainda que não se conheçam as suas nuances, natureza jurídica e implicações políticas, a etimologia do verbo “cooperar”, naturalmente, cria um senso comum de união de esforços, operação em conjunto em prol de um objetivo comum.

Assim são as cooperativas: o resultado direto do cooperativismo, ou seja, da união de produtores, de prestadores de serviços, de profissionais que, unidos, portanto, batalham um mercado, um nicho subexplorado ou, até mesmo, suprem as ausências mercadológicas impostas pela exaltação ao lucro, como se vê em diversas cidades interioranas, nas quais a cooperativa de crédito é a única instituição financeira existente.

“Mais que um fator de desenvolvimento econômico, o cooperativismo fomenta os melhores aspectos do homem”

É preciso entender, portanto, que, mais do que a união de esforços, o cooperativismo se apresenta como solução ao distanciamento social, não sendo complexo vislumbrar tal afirmativa. Para tanto, é necessário entender as vertentes que balizam essa ideia. O século 21 traz para o homem uma nova humanidade; surge a era virtual: o dinheiro virtual, a identidade social virtual, o ciclo de amizades virtuais, as profissões virtuais, fatores esses que individualizam planos e sonhos, tornando o homem, que é sabidamente um ser social, em um ser individual.

Mas como inserir o cooperativismo num contexto transformador da realidade individualista do século 21? Os exemplos são fartos. Basta imaginarmos que na era do internet banking – na qual evitamos qualquer ida às agências bancárias em virtude de um aplicativo instalado no smartphone, driblando, ainda, a famosa perda de tempo nas filas – a rotina de uma cooperativa tem ações tomadas de forma presencial e assemblear. Ou seja, para discutir os rumos gerenciais das cooperativas, os cooperados se reúnem, conversam sem auxílio de computadores, discutem ideias e opiniões, votam levantando as mãos, registram suas decisões em atas e assinam listas de presenças, como determina a Lei nº 5.764/71, que rege o cooperativismo.

O que para muitos pode significar um retrocesso, considerando a fartura tecnológica experimentada pela humanidade, que facilitaria todo esse procedimento numa videoconferência ou em um grupo criado em aplicativos de conversa on-line, na verdade e a contrário senso, mostra-se como quebra de paradigmas da nova humanidade secular. Ou seja, mais que um fator de desenvolvimento econômico, o cooperativismo fomenta os melhores aspectos do homem, realçando os potenciais humanos, como o de falar, socializar, olhar nos olhos uns dos outros, pensar além do interesse individual, fortalecendo o coletivo, características essas que, para muitos, hoje, não passam de utopia ou, melhor ilustrando, coisas do homem do passado ou, ainda, para os mais intelectualizados, do humanismo pregado no Renascentismo europeu.

É satisfatório poder contemplar, por exemplo, nas prateleiras de supermercados, produtos com o símbolo do cooperativismo, que ali chegaram através de procedimentos industriais convencionais, com rigoroso controle de qualidade, mas que somente foram possíveis graças a uma união humana, tátil e harmoniosa, que se difere da frieza individualista do presente vivido, remetendo-nos à mais legítima sensação de pertencimento a um propósito comum.

Carlos André é superintendente da OCB/Sescoopes


Leia mais:
O novo cooperativismo

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