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sábado, 4 dezembro, 2021

Cooperativismo: o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e o social

Pautado por princípios e valores que o diferenciam no mercado, ele tem como foco central as pessoas

Por Letícia Vieira

O cooperativismo é um modelo de negócios que promove o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e social, mantendo o foco nas pessoas. Em resumo, é um movimento que busca promover mais oportunidades, transformando o mundo em um lugar mais justo e feliz, no qual toda a sociedade ganha de forma mais igualitária. Busca-se satisfazer as necessidades humanas e resolver os problemas comuns.

De acordo com dados do Sindicato e Organização das Cooperativas do Brasil (OCB/ES), o Espírito Santo possui atualmente 119 cooperativas registradas. Elas estão de norte a sul do estado, atuando em vários segmentos da economia: Saúde, Crédito, Produção de Bens e Serviços, Agronegócio, Transporte, Infraestrutura e Consumo.

Dados de 2019 apontam que esse modelo foi responsável por 5,3% do Produto Interno Bruto (PIB) capixaba, registrando um significativo crescimento nos últimos anos.
O superintendente do Sistema OCB/ES, Carlos André Santos de Oliveira, explica que o impacto econômico pode ser verificado também com outros dados. “O cooperativismo faz parte das nossas vidas. Somente no Espírito Santo, temos mais de 433 mil cooperados. Se formos considerar as suas famílias, são 1,3 milhão de pessoas envolvidas. Além disso, são mais de 9 mil empregos gerados de forma direta e com carteira de trabalho”, conta.

Carlos André ainda afirma que os bons resultados alcançados são frutos de uma atuação que se diferencia de outros modelos societários. “As cooperativas que atuam no mercado são sustentáveis e se baseiam em princípios pouco usuais no mundo dos negócios, como a prevalência da figura humana, seu protagonismo, decisões democráticas e coletivas, educação, entre outros. Toda a nossa atuação é pensada para valorizar as pessoas, que são a razão da nossa existência. A geração de empregos e o recolhimento de impostos acabam sendo uma consequência natural de todo esse trabalho, que se retroalimenta e conquista cada vez mais a atenção da sociedade”, completa.

Cooperativismo é diferente

As características que diferem o cooperativismo de outros modelos estão presentes desde o seu nascimento. O movimento surgiu no ano de 1844, na cidade de Rochdale – Manchester, na Inglaterra. Diante das dificuldades impostas pela Revolução Industrial, como o desemprego e baixos salários, 28 trabalhadores se uniram para montar seu próprio armazém. Com isso, conseguiriam comprar alimentos em grande quantidade e com preços melhores.

 

Desde então, o movimento cresceu e ganhou adesão em diferentes lugares. Atualmente, ele está em 150 países, que somam 3 milhões de cooperativas no mundo e 280 milhões de postos de trabalho, além de ter 1,2 bilhão de cooperados.

De acordo com o superintendente do Sistema OCB/ES, a tendência é que os números sigam em ascensão. “Cada vez mais as pessoas passam a conhecer o que é o cooperativismo, como ele funciona e quais os benefícios de optar por ele. Os consumidores, por exemplo, entendem que, ao optar pelas cooperativas, estão levando para casa ou utilizando mais do que produtos e serviços.

Estão levando valores que contribuem para melhorar a vida de toda a sociedade. E os futuros novos cooperados passam a valorizar um modelo de negócios no qual eles são parte das decisões e dos resultados. De todo modo, o cooperativismo avança”, disse Carlos André. Estima-se que, hoje, 1 a cada 7 pessoas no mundo esteja associada à uma cooperativa.

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