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sexta-feira, 23 abril, 2021

Cooabriel participa de reunião com OCB, Mapa e Banco Central

A Cooabriel participou, com mais duas cooperativas capixabas do Ramo Agropecuário, de uma reunião no dia 18 de fevereiro com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos

Além da Cooabriel, a Cooperativa de Laticínios Selita e Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi) também foram representadas.

O encontro, que ocorreu de forma virtual, debateu o futuro do Sistema Nacional de Crédito Rural e, também, do Plano Safra 21/22. De forma geral, a intenção foi alinhar a perenidade dos programas e das linhas de financiamento de crédito rural que beneficiam os empreendimentos cooperativos voltados ao custeio, giro, comercialização e investimento, conforme explicitado nos diferentes capítulos do Manual de Crédito Rural (MCR), mantendo a arquitetura e as bases para sua adequada aplicação.

De acordo com o presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello, o contato foi positivo já que garantiu às cooperativas a permanência do crédito por meio do Plano Safra. Isso porque a ministra Tereza Cristina esclareceu e que a modalidade desse crédito não será alterada.

“Reivindicamos alguns pontos, principalmente que há necessidade de garantir o acesso a esses recursos e, no caso do Plano Safra, que os créditos rurais sejam realmente direcionados para as cooperativas. Foi uma reunião única, com interação ímpar e muito importante para todos”, pontuou.

Segundo os dirigentes e gestores presentes na reunião, as discussões foram favoráveis para o setor. O vice-presidente da Selita, João Batista de Souza, contou que o momento foi utilizado para apresentar os anseios e os questionamentos do setor à ministra da Agricultura e ao presidente da Banco Central para que eles pudessem conhecer, com mais detalhes, a grande importância que o crédito rural tem no dia a dia dos produtores.

“É fundamental para o desenvolvimento do agronegócio que nossa política sobre o crédito rural esteja sempre em pauta para debates e discussões, afinal é uma grande ferramenta que as cooperativas utilizam para fortalecer seus associados e consequentemente a própria instituição”, disse João Batista, que destacou que o cenário é trazido pela pandemia ainda é obscuro e, por isso, fortalecer, incentivar e facilitar o acesso as linhas de crédito rural é fator determinante para superar esse momento.

O diretor Administrativo e Comercial da Coopeavi, Ederson Jacob, fortaleceu que o não acesso ao crédito era uma das grades preocupações, uma vez que isso inviabilizaria investimentos primordiais ao crescimento e à sobrevivência das cooperativas. Jacob ainda ressaltou que esse momento de debate mais próximo com a ministra e com o presidente do BC foi de extrema relevância.

“Essa aproximação é importante inclusive para debates futuros em relação a outros temas relacionados ao agronegócio. Talvez, a partir desses diálogos, surjam políticas mais direcionadas ao que nós esperamos o Ministério da Agricultura, principalmente no que diz respeito às cooperativas agropecuárias”, completou.

Além dos profissionais citados, a reunião também contou com a presença do vice-presidente da Cooabriel e do diretor secretário da Cooabriel, Antônio Joaquim de Souza Neto e Onivaldo Lorenzoni, respectivamente; do gerente Administrativo e Financeiro da Selita, Diego Mantuan; e do gerente financeiro da Coopeavi, Alvaro Lahasse. Do Sistema OCB/ES, participaram o presidente Dr. Pedro Scarpi Melhorim; o superintendente, Carlos André Santos de Oliveira; o assessor de Relações Institucionais, David Duarte; e o analista de Monitoramento Creiciano Paiva.

Para Márcio Freitas, líder cooperativista, o crédito rural é um dos principais fatores de produção e condicionantes do sucesso do agro brasileiro nas últimas décadas. “A produção agropecuária brasileira, pela qual as cooperativas respondem por cerca de 50%, se desenvolveu de tal forma que o país passou de importador de alimentos para um dos maiores produtores e exportadores mundiais. E isso se deve, em muito, a uma política agrícola consistente, que foi capaz de garantir um volume de recursos e taxas de juros compatíveis com o retorno das atividades no meio rural”.

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