Entre as potencialidades destacadas por Anjoum Noorani estão os planos para o desenvolvimento portuário e ferroviário
Por Amanda Amaral
O cônsul-geral do Reino Unido no Rio de Janeiro, Anjoum Noorani, realizou sua primeira visita oficial ao Espírito Santo nesta semana para discutir oportunidades de negócios entre o Brasil e o Reino Unido. Na ocasião, ele destacou o potencial logístico do Estado.
O cônsul-geral participou do “Seminário de Comércio Exterior UK-BR”, que aconteceu na Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). O evento mostrou o Espírito Santo e suas potencialidades, com destaque para três temas: agenda prioritária do comércio exterior no ES; agenda da infraestrutura logística e competitividade; e tributação e incentivos fiscais do comércio exterior.
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Noorani avalia que o Espírito Santo pode ser um grande parceiro no trânsito logístico para conectar os mercados. “O Espírito Santo reúne estratégias e projetos no mesmo curso do que pretendemos desenvolver. Três potenciais capixabas chamaram muita atenção: os planos voltados para o desenvolvimento portuário e ferroviário, a boa política fiscal com a ausência de dívidas, e em relação a sustentabilidade, com interesse na revolução industrial verde – incluindo a adoção de fontes sustentáveis de combustíveis, por exemplo”, disse o cônsul-geral.
Vocação para o comércio exterior
Segundo o vice-presidente da Findes, Paulo Baraona, o Espírito Santo conta com fatores positivos que o destaca dos demais estados e favorece o aumento da corrente comercial com o Reino Unido.
Entre eles estão: posição geográfica estratégica; proximidade de 60% do PIB nacional, por estar em um raio de 1.200 quilômetros das principais capitais brasileiras; além de possuir um Fundo Soberano, e ser nota A no Tesouro Nacional, ou seja, ter um bom equilíbrio fiscal.
“O Espírito Santo tem total vocação para o comércio exterior, em especial às exportações. Além das indústrias já instaladas por aqui, que podem aumentar sua exportação, também temos novas indústrias chegando e com grande potencial de abastecer o mercado internacional. Acreditamos que a aproximação entre o Reino Unido e o Espírito Santo gerem oportunidades comerciais. A Findes está de portas abertas para que possamos estreitar cada vez mais as relações entre os países e realizar ainda mais negócios”, destacou.
Para o presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), Claudeci Neto, encontros como esse contribuem para discutir a agenda de melhorias para o setor de comércio exterior, além de fomentar o desenvolvimento.
“Temos um Estado em que as instituições funcionam, temos um governo que tenta fazer o seu papel e uma economia local que cresce mais que a economia brasileira. É um prazer para o conselho de economia estar aqui neste evento de aproximação entre as instituições, especialmente com o Reino Unido, para formarmos parcerias.”
Mercado internacional

O presidente do Sindicato de Empresas de Comércio Exterior (Sindiex), Sidemar Acosta, lembrou o que torna o Espírito Santo diferenciado quando o assunto é ambiência de negócios:
“O Estado ocupa o primeiro lugar do país no quesito transparência, possui diálogo aberto e constante com diversas instituições ligadas ao comércio exterior capixaba e brasileiro, além de ter facilidade para atuar nas demandas coletivas do setor”, comentou.
Para Sidemar o Estado vem se preparando para o futuro. De acordo com o presidente do Sindiex, o Espírito Santo tem 200 empresas qualificadas para comercializar no mercado internacional. E como suporte para as empresas há o Fundap, um dos incentivos mais antigos do comércio exterior brasileiro. Há ainda o Programa de Incentivo ao Investimento no Estado do Espírito Santo (Invest-ES), que contribui para a expansão, modernização e diversificação dos setores produtivos do Espírito Santo.
Práticas de ESG
O coordenador de Desenvolvimento e Competitividade Industrial da Findes, Gustavo Rodrigues, destacou que a Federação está preparada para atender o possível crescimento de demanda entre os países, desde a internacionalização de novas empresas no comércio exterior, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN-ES) da Findes, até a expedição do selo internacional de origem da Câmara de Comércio Internacional.
Além disso, a Federação está antenada às práticas ambientais, sociais e de governança. Também conhecida como ESG, essa agenda tem a atenção contínua da Federação, orientando o posicionamento do empresariado sobre políticas de gestão ambiental.
Como parte dessas ações dentro do plano estratégico está a elaboração de um inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), que vai ajudar a traçar um diagnóstico da situação atual e orientar a Findes na definição das metas e da implantação de programas de descarbonização.
Organização
O Seminário de Comércio Exterior UK-BR foi promovido pela Findes, pelo Consulado do Reino Unido, pelo Corecon-ES, pelo Conselho Federal de Economia (Confecon) e pelo Sindiex.
Com informações da Findes.