Compradores devem desenvolver capacidade de análise

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Compradores da Pró-Saúde, uma das maiores gestoras de saúde do país, falam sobre a profissão que, nesta quinta-feira (19), comemora a data

Buscar o menor preço de produtos ou serviços deixou de ser meta fundamental dos compradores que, nesta quinta-feira (19), receberão homenagens pelo Dia do Comprador. A função evoluiu. Hoje, exige-se do profissional capacidades que envolvem desde a integração de tecnologias, poder de análise, planejamento e até o cumprimento de processos legais e de integridade.

“O comprador deve assumir uma posição de analista, atento ao que acontece no mercado, empenhado em compreender a legislação, os conceitos de transparência, sustentabilidade, sempre com foco na realização de compras qualificadas”, explica o diretor de Suprimentos da Pró-Saúde, Eduardo Menezes.

A instituição é uma das maiores entidades filantrópicas de gestão de serviços hospitalar do país. Está presente em municípios de todas as regiões brasileiras — desde grandes centros urbanos até lugares remotos, incrustados no meio da floresta amazônica. Na capital paulista, ainda realiza a gestão de quatro creches em uma das regiões mais populosas da cidade.

“Quase 80% das compras para os mais de 20 hospitais que a Pró-Saúde gerencia são realizadas pela sede corporativa, que fica em São Paulo”, ele conta. É onde atua uma equipe composta por outros 30 profissionais, a maioria dos quais contratados nos últimos dois anos.

Todos os meses, o time da Pró-Saúde realiza algo em torno de 6 mil compras de produtos utilizados na manutenção e operação das unidades de saúde. O volume de rotina chega a alcançar aproximadamente R$ 13 milhões por mês.

“Centralizar o processo de compra foi uma decisão estratégica para a Pró-Saúde — e é um caminho consolidado. Conseguimos aliar preço e qualidade. Com os investimentos feitos em tecnologia, também melhoramos a segurança da integridade, ampliamos a transparência e a isonomia junto aos fornecedores”, diz Menezes.

O diretor acrescenta o planejamento como um divisor importante nas operações de compra. “Talvez um dos maiores desafios para quem atua na área de compras é superar a ação reativa, ou seja, só compro quando me solicitam”, resume ele.

E ele complemente. “Na verdade, o comprador precisa identificar necessidades com antecedência para que possa realizar compras qualificadas — e essa condição só se alcança com planejamento. Quando falo em compra qualificada, destaco um compromisso que a instituição tem com os pacientes atendidos nos hospitais ou as crianças nas creches”, diz Menezes.

O grau de complexidade das operações de compras também exige que o profissional tenha o entendimento do contexto socioeconômico onde a unidade de saúde está inserida. “Há muitas variáveis que o comprador que atua na Pró-Saúde precisa considerar”, observa a gerente corporativa de compras, Giselle Mayumi Ishiki.

A gerente corporativa de compras, Giselle Mayumi Ishiki, explica que quanto a definição do fornecedor, é a logística que resulta na entrega dos produtos. – Foto: Divulgação

Ela explica que, tão importante quanto a definição do fornecedor, é a logística que resulta na entrega dos produtos. “Saúde é um serviço em que o planejamento alcança uma importância fundamental. Por isso, a compra de produtos deve estar associada, impreterivelmente, à capacidade do fornecedor de entregar os produtos no prazo pactuado”, acrescenta Giselle.

As compras realizadas pela Pró-Saúde são feitas por meio de uma plataforma on-line, em que o rigor começa no credenciamento dos fornecedores. “Todo o processo é feito pelo sistema. É, de fato, uma qualificação que considera cumprimento da legislação e das boas práticas de mercado”, afirma ela.

Atualmente, a Pró-Saúde tem cerca de 600 fornecedores credenciados. É diante deste universo que o comprador José Carlos Alves dos Santos atua diariamente. Administrador por formação, ele chegou na Pró-Saúde em 2015, como assistente.

Ele reforça o entendimento atual da profissão. “Não é mais o menor preço, mas o melhor preço”, resume. “O processo de compra envolve uma série de fatores — como as diferenças regionais e culturais de mercado num país que é imenso —, mas eu destacaria a necessidade de conhecer exatamente o que as áreas precisam e, sobretudo, os produtos que se está comprando”, comenta.

De acordo com José Carlos, o conceito de melhor preço envolve a qualidade da prestação de serviços. “Temos uma preocupação com a qualidade e processos administrativos que consideram essa condição. Ou seja, buscamos o menor preço sem abrir mão da qualidade”, acrescenta o comprador.

A compradora Caroline Coriolano, que assumiu a função neste ano, já demonstra um entendimento apurado da profissão. “A transparência é algo que levamos muito a sério. Ao final de cada compra, todos os clientes têm acesso a uma ata contendo o histórico da operação. Ou seja, tudo é rastreado e compartilhado. Essa dinâmica nos dá segurança para atuar”, explica.

Caroline também reforça a percepção de seu colega, José Carlos. Ela diz que conhecer as características dos produtos e como eles serão utilizados é outro diferencial importante. “Um hospital é um universo a parte porque cada produto tem uma especificidade complexa e, nesse contexto, exigir qualidade é vital para que os profissionais das unidades de saúde tenham condições de atender bem o paciente”, observa Caroline.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.

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