Ainda é possível lucrar com apps de transporte

(Fotografia - iStock)

Após a febre inicial, fica a pergunta: Uber e similares ainda são uma boa fonte de renda?

A crise econômica que prejudicou o Brasil e os milhões de desempregados que surgiram a partir dela são alguns dos principais motivos para tanta gente decidir começar a trabalhar com os aplicativos de transporte privado nos últimos anos.

Além de ter poucos requisitos e exigências, a possibilidade de não ter uma jornada de trabalho pré-determinada e conseguir estabelecer os próprios horários têm sido muito atrativas para milhares de motoristas. Mas como trabalhar de Uber? Será que trabalhar de Uber vale a pena? E os outros apps, como funcionam?

A primeira coisa a se ter em mente é que não se trata de “dinheiro fácil”. “Trabalhar com o Uber ou apps similares vai exigir muito controle, disciplina e planejamento, pois as margens de lucro são apertadas e os resultados só serão conseguidos com muito trabalho”, explica José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil. É possível ainda trabalhar com vários aplicativos ao mesmo tempo, pois isso reduz as chances de ficar com o carro parado – e, consequentemente, aumenta seu faturamento.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, alerta para outros aspectos que precisam ser levados em consideração. “A empresa paga uma quantia fixa por corrida, mais um adicional que varia de acordo com o tempo e distância. A pessoa que tiver interessada em começar a trabalhar como Uber pode começar a pesquisar junto aos próprios motoristas quando for utilizar o serviço, perguntando sobre a rotina e os ganhos”, diz.

Economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti (Fotografia – Divulgação)

“Em relação aos custos, mesmo que a empresa ofereça alguns descontos no aluguel e compra de automóveis e combustíveis, quem decidir trabalhar como Uber terá que arcar com os custos totais sozinho: impostos, manutenção e depreciação do veículo para quem vai utilizar o próprio carro, além do combustível e plano de operadora para celular”, completa.

No começo, a sensação de lucro a partir do volume de corridas pode acabar enganando os motoristas. Mas após dois meses de trabalho, é preciso fazer as contas e colocar no papel, para ver se está compensando ou não – tanto no Uber quanto em qualquer outro app de transporte privado:

– Número de corridas e faturamento médio por corrida;
– Desconto da porcentagem da plataforma;
– Tanques de combustível;
– Impostos;
– Revisão do carro;
– Lavagens;
– Depreciação.

Onde trabalhar como motorista privado?

Uber

A Uber é o mais famoso aplicativo de transporte privado existente hoje no mercado. É a plataforma que reúne mais usuários e também o maior número de motoristas parceiros. Através do app, o usuário informa onde está e para onde deseja ir e em poucos minutos o motorista credenciado mais próximo do local de origem chega para iniciar a viagem.

No Brasil, até o primeiro semestre de 2018, a Uber cobrava do motorista uma taxa fixa de R$ 0,75 e mais 25% do valor total da corrida. Atualmente, a taxa fixa foi mantida e a porcentagem passou a ser variável de acordo com a distância, o trânsito e o tempo de duração de cada corrida. Quanto maior a distância, menor a taxa.

Por isso, quem faz muitas corridas curtas em um curto período de tempo, pode acabar pagando mais do que os 25% anteriores. É preciso ficar atento!

99

A 99 também segue a mesma lógica dos demais aplicativos do segmento, mas além dos carros populares também inclui táxis em suas opções de veículos. As taxas cobradas do motorista variam de 12,99% a 19,99%, de acordo com a região.

Renda extra de moto e até de bike

Apesar de os motoristas de carros terem mais possibilidades de negócios no setor de transporte privado, existem algumas plataformas que também aceitam motociclistas e até ciclistas. Os dois aplicativos abaixo também podem ser boas alternativas para quem busca uma oportunidade de trabalho ou um meio de complementar a renda.

Uber Eats

O Uber Eats é semelhante à versão original da Uber, mas em vez de levar pessoas, leva comida!

O usuário do aplicativo escolhe o que deseja pedir entre as várias opções de restaurantes e já paga online pelo pedido e taxa de entrega. Quando o pedido estiver pronto, um parceiro da Uber Eats irá fazer a entrega de carro, moto e até bicicleta, dependendo da cidade.

“Como a moto é mais econômica no uso de combustível do que o automóvel, é preciso ter um ganho menor para cobrir os custos básicos – apesar disso, o valor pago pela corrida também é menor. Caso a pessoa utilize a bicicleta então, o custo é apenas o de depreciação dela que, de uma forma geral, já tem um valor total bem inferior ao dos outros meios de locomoção”, orienta Marcela.

*Com informações do site Meu Bolso Feliz

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