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quarta-feira, 17 DE julho DE 2024

Comissão aponta como melhorar aeródromos do Espírito Santo

Nove aeródromos do Estado estão incluídos no Plano Aeroviário Nacional (PAN), que estuda demandas para o transporte aéreo, caso haja a oferta do serviço

Por Kikina Sessa

Com a função de monitorar o desenvolvimento, a implantação e a operação de projetos voltados para infraestrutura logística e de energia no Espírito Santo, o Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da Federação das Indústrias (Findes) elaborou um estudo em que aponta medidas para melhorar os aeródromos do Estado. 

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Localizados em Cachoeiro de Itapemirim, Guarapari, Linhares, Baixo Guandu, Colatina, Ponto Belo, Nova Venécia, São Mateus e Vitória (aeroporto), os nove aeródromos estão incluídos no Plano Aeroviário Nacional (PAN) e, principalmente os de pequeno porte, necessitam de subsídios aos custos operacionais. Dos nove, apenas Linhares e Vitória operam voos comerciais. Os demais, atendem a aeronaves particulares e emergências, principalmente da área de saúde. 

Por ser um estado exportador, com uma indústria forte também fora da Grande Vitória, o Espírito Santo precisa ter alternativas de transporte aéreo, até mesmo para melhorar sua competitividade, comenta Romeu Rodrigues, consultor em logística e energia e especialista do Coinfra. 

O estudo do Coinfra, elaborado pela primeira vez, explica que o PAN tem no Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac) uma fonte de recursos para o desenvolvimento do sistema nacional de aviação civil. Este ano, o Fnac teve dotação de R$ 164.373.762 na rubrica Reforma e Reaparelhamento de Aeroportos e Aeródromos de Interesse Regional, de Propriedade da União. Foram contemplados cinco aeroportos da Região Norte, cinco do Nordeste, quatro do Sudeste, quatro do Sul e três do Centro-Oeste. Entre os do Sudeste constam os aeroportos de Divinópolis/MG, Governador Valadares/MG, Ipatinga/MG e Guarujá/SP. Nenhum do Espírito Santo. 

Uma das propostas do Coinfra é justamente sensibilizar a bancada federal para atuar junto à Secretaria de Aviação Civil (SAC) da Presidência da República.

Para melhorar o funcionamento desses aeródromos, o conselho temático da Findes propõe a revisão imediata do Plano Aeroviário do Espírito Santo (Paes) pelo governo do Estado com apoio do Comando da Aeronáutica.

A revisão é necessária para adequar os projetos aos padrões exigidos pelo Manual de Projetos Aeroportuários da Secretaria Nacional de Aviação Civil, tornando-os elegíveis à utilização de recursos do Fnac. 

Dados sobre alguns dos 9 aeródromos do ES

O Aeroporto Internacional de Vitória – Eurico de Aguiar Salles, código ICAO SBVT, é o principal do Espírito Santo e opera voos nacionais e internacionais de passageiros e de carga. Tem capacidade para receber aviões de porte dos Airbus A330 e Boeing 767. Recebe, ainda, jatos executivos e helicópteros e conta com voos diretos para vários destinos nacionais. O aeroporto tem capacidade de receber 8,4 milhões de passageiros por ano no terminal com área construída de 29,5 mil m². Possui duas pistas com 2.058 m e 1.750 m de comprimento e pátio de aeronaves com 58,1 mil metros quadrados. Administrado pela Zurich Airport Brasil desde janeiro de 2020, ocupa posição de destaque no ranking dos melhores aeroportos do país e tem ousado plano de expansão de negócios.

O Aeroporto de Linhares iniciou operações com voos regulares para Belo Horizonte em dezembro de 2023, após reforma patrocinada em conjunto pelos governos federal, estadual e municipal. Sua denominação é Aeroporto Municipal de Linhares, seu código OACI é SNLN e está localizado na latitude 19 21 19,05 S e na longitude 40 04 16,77 W, numa elevação de 42,29 m. Sua pista de 1.860 m x 45 m com cobertura asfáltica tem capacidade para receber jatos comerciais do tipo Boeing 757-200. Tem capacidade para atender à crescente demanda de cargas da efervescente economia da região, que cresce muito acima das medias nacional e estadual. Atualmente é administrado pela Infraero, mas poderá ser concedido à iniciativa privada. 

Para o Aeroporto de Cachoeiro de Itapemirim, o governo do Estado contratou obras de reforma e ampliação, num investimento de R$ 76.525.641,92. As obras incluem ampliação do pátio de aeronaves e do terminal de passageiros destinado à aviação executiva e construção de novo terminal para a aviação comercial. E deverão estar concluídas no primeiro semestre de 2026. O Espírito Santo é um grande importador de aeronaves e essa melhoria pode criar uma base de nacionalização de aviões e helicópteros, além de atender ao turismo, empresários e público em geral da região.

O Aeroporto de Guarapari é dotado de pista asfaltada com 1.190m de comprimento por 30m de largura e tem operação diurna e noturna por aproximação visual. Já teve operação de voos comerciais. Deverá ter reformado o terminal de passageiros e reaparelhado o aeroporto, para atender à grande demanda turística da região. 

Aeroporto de Baixo Guandu tem pista asfaltada com 1.200m de comprimento por 30m de largura e operação diurna por aproximação visual. Deverá ter reformado e ampliado o terminal de passageiros e eliminadas condições insatisfatórias de manutenção e segurança de voo, para atender à região que tem forte ligação com o leste de Minas. 

O Aeródromo de Ecoporanga deve ter ampliados a largura e o comprimento e asfaltada a pista de 960m x 42m com revestimento de terra. E construído terminal de passageiros. O aeródromo é importante para atendimento à economia regional, especialmente aos produtores de rochas ornamentais. 

O Aeródromo de Nova Venécia deve ter ampliada a largura de 10m da pista que tem comprimento de 1.200m em revestimento asfáltico e construído terminal de passageiros para sua homologação. O aeródromo é importante para atendimento à economia regional, especialmente aos produtores de rochas ornamentais e à indústria de seu beneficiamento.

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