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sábado, 25 setembro, 2021

Comida típica de Linhares pode virar patrimônio capixaba

Projeto de lei declara a “tripinha”, iguaria criada na década de 1960, como patrimônio cultural imaterial do estado.

Por Munik Vieira

Uma iguaria muito apreciada no norte do estado pode se transformar em patrimônio cultural imaterial do Espírito Santo caso o Projeto de Lei (PL) 337/2021, de autoria do deputado Luiz Durão (PDT), seja aprovado. Trata-se da “tripinha”, salgado que nasceu em Linhares nos anos 1960 e que conquistou o paladar dos capixabas.

A iguaria foi criada durante um casamento na região, quando a cozinheira Anita Paiva percebeu que não havia recheio suficiente para preparar mais quitutes e atender ao crescente número de convidados da festa. Ela, então, cortou a massa em uma máquina de fabricar macarrão e jogou as tiras em uma panela com banha de porco quente.

A tripinha foi passada de geração em geração. Hoje, é vendida no comércio regional e muitas famílias vivem de sua fabricação.

Registro

De acordo com a iniciativa, autores locais documentaram a tripinha em livros e portais de notícias do norte capixaba. Além disso, a iguaria ganhou um dia para chamar de seu. A Prefeitura de Linhares instituiu no calendário oficial de eventos históricos e culturais da cidade o dia 18 de janeiro como a data em que Dona Anita criou o salgado.

Conforme a justificativa do projeto, bens culturais imateriais são criações de uma comunidade local, baseadas em tradições e passadas de geração em geração tornando-se expressão da identidade regional. “A tripinha, com toda certeza, tendo em vista a sua relevância para uma importantíssima região do estado do Espírito Santo, encaixa-se perfeitamente nesse conceito”, afirma Durão.

Tramitação

A iniciativa será analisada pelas comissões de Justiça, Cultura e Finanças.

*Com informações da Assembleia Legislativa do Espírito Santo

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