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A coluna Corecon aborda o que há de malis atual no mercado econômico capixaba e nacional

EXPECTATIVAS PARA 2020

Em janeiro de 2019, o mercado previa um crescimento do PIB de 2,5%. Em outubro do mesmo ano, a expectativa foi de apenas 0,99%. A crise na Argentina, o medo de uma recessão global e o desemprego são alguns dos motivos que nos levaram a crescer apenas 1%. E o que esperar para 2020? O conselheiro do Corecon-ES Naone Garcia ressaltou que, apesar de alguns desafios que se manterão presentes, sinais positivos começaram a brotar. “Vemos alta da construção civil, início da redução do desemprego, que em outubro apresentou o melhor saldo de admissão do ano, e taxa Selic na maior baixa histórica. Na balança, acredito que os pontos positivos irão superar as incertezas, e o país crescerá o PIB próximo dos 2,3% em 2020”, afirmou.


AJUDA AOS BANCOS

O governo encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei do Banco Central que altera as regras para recuperação e encerramento das atividades de bancos e instituições financeiras. Quanto ao uso do dinheiro público, a proposta prevê que ocorra apenas em casos de crises severas e após a utilização de todos os recursos privados de acionistas, investidores subordinados e fundos de resolução.

O economista e conselheiro do Corecon-ES Sebastião Demuner explicou que a criação de medidas para recuperação de bancos é registrada em vários países. “Há setores que são essenciais para a economia, e as instituições financeiras estão entre eles. Esse socorro aos bancos já acontece pelo mundo. Mas o mais importante é que, no Brasil, o projeto prevê que os recursos da União só serão injetados em última instância, depois que acionistas e controladores forem devidamente acionados para conter os problemas.”


META É GUARDAR DINHEIRO

Uma pesquisa divulgada pela CNDL e pela SPC Brasil revelou, pelo segundo ano seguido, que guardar dinheiro é a principal meta financeira do brasileiro para este ano (49%).

O estudo mostrou, ainda, que 83% dos entrevistados não conseguiram realizar alguma das metas planejadas para 2019, em especial economizar (22%). O conselheiro do Corecon-ES Vaner Corrêa destacou que a principal dificuldade para não se cumprir os planos estabelecidos reside no fato de os consumidores desconhecerem quais os percentuais destinados ao consumo e à poupança.

“Antes de estabelecer metas financeiras para o ano, é importante colocar no papel os possíveis ganhos anuais (incluindo salário mensal), um terço de férias; décimo terceiro, saque de FGTS e outras possibilidades. E assim, estabelecer o que vai ser gasto e o que pode ser poupado”.


SOB NOVA DIREÇÃO

O Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES) acaba de eleger sua nova diretoria para a gestão de 2020. O novo presidente da entidade é o economista Celso Bissoli Sessa, e o vice, Leandro Lino.

Celso Bissoli Sessa, que é professor do curso de Ciências Econômicas da Ufes, destacou que a expectativa é continuar expandindo a atuação do Conselho e contar, cada vez mais, com a participação ativa dos conselheiros. “Importantes ações vêm sendo desenvolvidas e precisam de continuidade. Faz algum tempo que estamos buscando incentivar economistas das gerações mais novas para compor o Conselho, promovendo uma renovação mais significativa.”


CONSELHEIROS TOMAM POSSE

Acabam de tomar posse no Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES) os novos conselheiros efetivos e suplentes da entidade. Os profissionais compõem a chapa Reconhecimento, eleita em outubro de 2019. Os economistas assumiram seus postos no dia 7 de janeiro e exercerão um mandato de três anos (2020 a 2022).

A chapa é integrada pelos seguintes nomes: Claudeci Pereira Neto, Érika de Andrade Silva Leal, Leandro Lino, Fabiano Venturim Canal, Gustavo Rocha Bulgareli Ferreira e Heldo Siqueira da Silva Junior.

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