Cinco anos de informação qualificada

Em seus cinco anos de existência, a revista ES Brasil aprendeu e ensinou que aquele que não desenvolve e pratica competências duráveis será menos eficiente do que aqueles que as têm exercitado. Assim, a publicação posicionou-se no mercado como uma nova fonte de informação de atitude crítica na imprensa especializada. Gerando conhecimento, tornou-se um produto diferenciado, mostrando a capacidade capixaba de desenvolver idéias e propostas de soluções sustentáveis e criativas para aplicação prática nos desafios do mundo corporativo e da política socioeconômica do hoje e do amanhã.

Desde o seu lançamento, há cinco anos, a revista ES Brasil se propôs identificar e lidar com questões socioeconômicas com elevado nível de consciência, canalizando as informações levantadas para o construtivo, antecipativo e o preventivo. Interligar tudo em todos, no sentido ético da expressão. Pontuar o crescimento e desenvolvimento econômico capixaba com finalidades estratégicas, pautando a modernização do ponto de vista do desenvolvimento social, no aspecto mais amplo desse conceito.

A revista, de circulação mensal, consolidou sua posição de liderança numa categoria segmentada, com know-how diferenciado, que apura, desenvolve e divulga informações com competência e riqueza de conteúdo, sobressaindo-se quando o assunto é a economia do Espírito Santo e conquistando leitores no topo da pirâmide empresarial, política, intelectual e informacional. A missão de informar com confiabilidade e preencher lacunas de conhecimento para produzir melhores decisões e ajudar empresas e Estado a crescerem se traduz em seu slogan inicial: “Os grandes lêem”, substituído, em 2010, por: “Quem lê, cresce”. Um compromisso da revista.

ES Brasil vem retratando problemas no rol da independência, com a devida responsabilidade, apresentando soluções inteligentes e sempre conectando assuntos globalizados, sejam questões do mar, da terra ou do ar, às questões locais. Já na edição de número 1, em abril de 2005, a revista anunciava o tesouro capixaba até então escondido nas profundezas do mar: “Petróleo – ES, o novo eldorado brasileiro”.

“Registramos a nova grife do petróleo no Brasil”, comemorava o então gerente geral da Unidade de Negócios Espírito Santo da Petrobrás, Marcio Felix Bezerra. Hoje secretário de Estado do Desenvolvimento, Felix celebra  junto com a ES Brasil o crescimento da economia local e a credibilidade depositada pelas empresas no Estado, comprovada pelos novos empreendimentos.

“Cito, como exemplo, o estaleiro da Jurong, em Aracruz; a Companhia Siderúrgica Ubu (CSU) e a quarta usina da Samarco, em Anchieta; a instalação da Weg Motores, em Linhares; a oitava usina da Vale, na Serra; além dos investimentos na área portuária. Com a implantação de novos projetos, a expectativa é de que outras empresas optem pelo Espírito Santo para a instalação de suas plantas industriais”, registra o secretário.

Visão ampla

A descoberta de petróleo e gás natural no Espírito Santo foi um grande presente para a população capixaba. “Nesses últimos cinco anos, com as novas descobertas na bacia do Espírito Santo e os investimentos da indústria petrolífera, a revista ES Brasil teve um papel importante no mercado, sempre levando informação relevante, confiável e de qualidade, ajudando a evidenciar as tendências e colocar o assunto em pauta na sociedade, no mundo empresarial e na agenda do desenvolvimento sustentável do Estado”, considerou Márcio Félix.

Na mesma linha editorial, a descoberta do pré-sal teve a sua marca registrada na edição de novembro de 2009. E foi com entusiasmo que o atual gerente geral da Unidade de Negócios ES da Petrobrás, Luiz Robério Silva Ramos, revelou à ES Brasil que 2010 marcaria o início da operação de cinco empreendimentos da companhia no Estado, e também a previsão de dobrar a produção de petróleo e gás, além da contratação de novas termelétricas a gás.

O boom dos grandes empreendimentos e do setor petrolífero no Espírito Santo trouxe uma onda de outros projetos de investimentos, que se espalhou para além da Grande Vitória, chegando ao interior do Estado. A ES Brasil deu destaque a esse movimento, e foi a primeira a mostrar a importância do pólo industrial de Cacimbas, em Linhares, que hoje vai de “vento em popa”, assim como os projetos em Anchieta, Aracruz etc.

A revista acompanhou os passos curtos e largos, e no momento certo perguntou: Por que investir no ES? A resposta foi encontrada junto ao Instituto Jones Santos Neves – IJSN e publicada na edição de número 21.  “Em seis anos, investimentos crescem 233% e mais de 59 mil empresas são abertas”, destacava a revista, falando do período de 2000 a 2006. Em 2010, o mesmo IJSN divulgou que totalizam R$ 63,1 bilhões os investimentos previstos para o período 2008- 2013, 50% dos quais já estão em execução.

Diante da crise anunciada no mercado financeiro internacional, a ES Brasil enfrentou o desafio de buscar informações no mercado capazes de desvendar o panorama além da fumaça, mirando alternativas descritas por especialistas de renome para assegurar caminhos ao segmento empresarial e condições de garantir um mínimo de arranhões possíveis ao setor produtivo capixaba.

Grande parte das empresas do Estado conseguiu ultrapassar os piores momentos. Mas o setor de imóveis, este sim, mereceu destaque, devidamente registrado na edição de número 32, que mostrou o forte aquecimento do setor. E a manchete: “Imóvel: você ainda vai ter um” foi muito feliz. Dos imóveis lançados em 2009, 78% das unidades foram vendidas em 2010.

Desatando os nós

Partindo do princípio de que a visão é a descrição do futuro almejado e os valores são a bússola que serve de guia para qualquer instituição tomar medidas, atitudes e decisões concretas e acertadas, a ES Brasil mostrou em sua edição 34, que o porto de Vitória estava “morrendo” para o comércio exterior. Faltava ao Estado um porto de águas profundas para receber navios de contêineres de porte transoceânico que a economia global exige.

A Codesa respaldou o diagnóstico e mostrou todos os gargalos, começando pela dragagem do porto de vitória: o projeto prevê o aprofundamento do canal de acesso e da bacia de evolução para 14 m. Além disso, a largura do canal será aumentada para 120 m em toda a sua extensão, melhorando a segurança da navegação. O projeto de dragagem do Porto de Vitória, que também contempla a derrocagem, teve sua licitação recentemente concluída pela SEP e as obras devem começar em abril. A empresa vencedora foi a Enterpa.

Mas hoje, de acordo com o presidente da Federação dos Transportes do Espírito Santo, Wagner Chieppe, o que foi debatido pela ES Brasil foi providencial e já se vivencia o início da soluções na área portuária. “Estou otimista, creio que teremos a dragagem do porto iniciada ainda este ano. Agilizar isso é importante, porque possibilita uma travessia de uns cinco a sete anos, até que se tenha a solução definitiva para o porto de águas profundas. A ES Brasil, a cada edição, traz assuntos de extrema relevância para o Espírito Santo, mostrando e discutindo os mais diversos pontos de vista sobre um mesmo assunto e sendo um instrumento de formação de opinião. Nesta pauta especifica, a materia cumpriu esse papel”, afirmou o executivo.

Nó no mar e nó em terra. Este último, de grande importância temática para o desenvolvimento da capital e dos municípios que formam a Região Metropolitana de Vitória: a mobilidade urbana.  E quando o título da capa da edição de número 3 – “Trânsito: como evitar o caos” – chegou às bancas, uma listagem de projetos dava conta de que muitos não haviam saído do papel. Mas, em contrapartida, em alguns pontos, principalmente na capital, investimentos foram feitos, como a duplicação da Av. Fernando Ferrari, a reforma da orla de Camburi e a construção da nova Ponte da Passagem, dentre outros. E se já naquela época a Terceira Ponte não comportava mais o seu fluxo, hoje, dispensa comentários.          

Ainda entre as edições e com pioneirismo, ES Brasil levantou a super oferta de vagas nos postos de trabalhos. De outro lado, a contradição: a falta de gente capacitada para ocupá-los. Um movimento de mobilização fez com que o Sistema Findes, a Escola Técnica Federal do Espírito Santo e a própria Universidade Federal do Estado passassem a oferecer cursos de  incentivo a formação de um novo quadro de mão de obra especializada a ser disputada no mercado. Hoje esses novos técnicos e especialistas são disputados pelas grandes empresas capixabas e multinacionais. Abriu-se um leque de oportunidades para a mão de obra local.

Mas a carência continua, pois se avançou o processo de capacitação, avançou também a demanda por profissionais qualificados. “Este tipo de mão de obra, especializada, precisa de quatro a cinco anos para ser formada. Mesmo assim, todo meio de comunicação acreditado, quando levanta um assunto como este, faz com que o debate gere a busca de soluções. E este foi o papel da ES Brasil”, analisou o superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL- ES), da Federação das Industrias do Espírito Santo,  Benildo Denadai. E, para contribuir com a questão de vagas versus capacitação, lembra, a revista realizou com este tema o primeiro ES em Debate de 2010.

Da profundeza do mar ES Brasil observou também a importância da água em terra, reportando, pela primeira vez na imprensa local, o uso racional da água na indústria. A revista foi pioneira em abordar o produto enquanto fator econômico e constatou grandes níveis de reutilização da água nas empresas privadas. “Para agregar a melhoria da qualidade e disponibilidade hídrica à recuperação florestal, o Governo do Estado criou, em 2008, o Fundágua, e destinou 3% dos royalties de petróleo e gás e 100% das compensações financeiras do setor hidroelétrico para financiar a conservação e a melhoria dos recursos hídricos capixabas. E a Lei número 8.995, que instituiu o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), demonstra que a floresta em pé, além do valor ambiental, tem valor econômico”, disse Fábio Ahnert, diretor de Recursos Hídricos do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema).

“Considerando o destaque dado pela Revista ES Brasil ao levantar a discussão sobre os resíduos sólidos, uso racional da água, lixo tecnológico, foi possível e importantíssima a integração da sociedade neste debate para o desenvolvimento das ações do Governo do Estado, que vem buscando soluções para todas essas questões ambientais”, disse Ahnert.

E assim, nesses cinco anos de existência, a revista vem ajudando a renovar idéias, atitudes e o ambiente produtivo e político do Estado. Sabendo que a dinâmica desse cenário exige evolução constante, ES Brasil parte para novas etapas, reiterando e renovando o seu valor, com a exploração de toda a potencialidade desse intento que exige não ficar restrito ao texto aqui apresentado. Nos limites impostos pela natureza da publicação, acena com trabalhos futuros que pesem nas estratégias sociais e econômicas do ponto de vista do crescimento humano.

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