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quinta-feira, 11 agosto, 2022

Cesta básica em Vitória sobe 1,14%

Para adquirir uma cesta básica em Vitória no mês de julho, o trabalhador com um salário mínimo utilizou 62,51% do seu rendimento mensal. Foto: Arquivo/Agência Brasil

O valor da cesta básica em Vitória apresentou o maior percentual de elevação (1,14%) do país entre julho e junho

Por Amanda Amaral

O custo da cesta básica em Vitória no mês de julho deste ano aumentou em 1,14%, passando de R$ 692,84 para R$ 700,75, a maior variação mensal no Brasil. A cesta de produtos de necessidade básica na capital do Estado está entre as dez mais caras do país.

A elevação de valor foi puxada pelo preço de alimentos como o leite, que subiu 35,49%, e a banana, que teve alta de 16,29%. As informações foram levantadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Comparação com o Brasil

O preço da cesta básica em Vitória vinha apresentando queda. Contudo, a cidade subiu uma colocação no último levantamento e está em sétimo lugar no ranking de locais onde os bens alimentícios básicos estão entre os mais caros. São Paulo ocupa o primeiro lugar com o valor de R$ 760,45 e Florianópolis o segundo, R$ 753,73.

Apesar de não ser a mais cara, foi a que apresentou maior percentual de elevação na variação mensal. A capital ficou entre as sete cidades que tiveram alta. As demais são: Salvador (0,98%), Brasília (0,80%), Recife (0,70%), Campo Grande (0,62%), Belo Horizonte (0,51%) e Belém (0,14%). 

O leite (35,49%) foi o alimento com a maior alta na variação mensal. Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Os produtos que registraram as maiores reduções nos preços foram o tomate (28,48%) e a batata (20,57%). De acordo com a pesquisa, nenhum produto apresentou estabilidade no preço na comparação mensal.

Salário mínimo

Para adquirir uma cesta básica em Vitória no mês de julho, o trabalhador com um salário mínimo atual de R$ 1.121,10, utilizou 62,51% do seu rendimento, em comparação aos 61,80% do mês anterior, e cumpriu uma jornada de 127 horas e 12 minutos para adquirir os bens alimentícios básicos.

Com base no total apurado este mês para a cesta mais cara do país, a de São Paulo (R$ 760,45) e considerando a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deva ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família, o DIEESE estimou que o salário mínimo deveria ser equivalente a R$ 6.388,55 ou 5,70 vezes mais do que o mínimo líquido atual.

Ranking das capitais com cestas básicas mais caras:

1- São Paulo – R$ 760,45
2- Florianópolis – R$ 753,73
3- Porto Alegre – R$ 752,84
4- Rio de Janeiro – R$ 723,75
5- Campo Grande – R$ 707,00
6- Brasília – R$ 703,93
7- Vitória – R$ 700,75

Fonte: Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

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