Capixaba será embaixadora em festival de arte Naif na Polônia

A pintora capixaba Angela Gomes será a representante do Brasil no evento de Art Naif. - Foto: Divulgação

Pintora Angela Gomes levará ao evento, que acontecerá em junho, telas com referências culturais capixabas

Mais uma vez o Brasil será homenageado durante a XIII Art Naif Festiwal, que acontecerá em junho, na Polônia. Na oportunidade, a pintora capixaba Angela Gomes será a representante do país na mostra internacional.

Radiante por ser a embaixadora do evento, Angela diz que levará referências culturais capixabas para apresentar no evento, que recebe visitantes de todo o mundo. Além disso, ela destaca que tem uma forte ligação com o Art Naif Festiwal.

“Foi lá que conquistei, em 2018, um título inédito para a América Latina, ao ter meus trabalhos eleitos pelo juri popular como os melhores entre 1.500 telas de 362 artistas de várias partes do mundo”, declara.

Natural de Cachoeiro de Itapemirim, Angela Gomes é a maior referência Naif do Espírito Santo e tem levado o nome do Estado a vários países, já que é presença frequente em exposições individuais e coletivas ao redor do mundo. Só no ano passado esteve na Argentina, Polônia, Chile e Peru. A artista já soma em seu curriculum a presença em 50 mostras internacionais.

A arte Naif aborda os contextos artísticos de modo espontâneo e com plena liberdade estética e de expressão. – Foto: Divulgação
Arte Naïf

O termo Arte Naïf foi utilizado pela primeira vez no final do século XIX, para identificar a obra de Henri Rousseau, pintor autodidata admirado pela vanguarda artística dessa época, que incluía gênios como Picasso, Matisse e Paul Gauguin, entre outros. Com esta gênese, a Arte Naïf começou a afirmar-se como uma corrente que aborda os contextos artísticos de modo espontâneo e com plena liberdade estética e de expressão e os seus seguidores definem-na hoje como “a arte livre de convenções”.

A arte é concebida e produzida por artistas sem preparação acadêmica específica e sem a “obrigação” de terem de utilizar técnicas elaboradas e abordagens temáticas e cromáticas convencionais nos trabalhos que executam. O estilo não se enquadra também na designação de arte popular, diferindo dela na medida em que se trata de um trabalho de criação individual que apresenta peças artísticas únicas e originais.

Caracteriza-se em termos gerais por uma aparente simplicidade e pela liberdade que o autor tem para relacionar ou desagregar, a seu belo prazer, determinados elementos considerados formais; a inexistência de perspectiva, a desregulação da composição, a irrealidade dos fatos ou a aplicação de paletas de cores chocantes. A arte Naïf exprime ainda, de um modo geral, alegria, felicidade, espontaneidade e imaginários complexos.

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