Calheiros exonera assessor que gravou Mercadante

Presidente do Senado alega que houve quebra de decoro. 

O assessor do senador Delcídio do Amaral (sem partido), José Eduardo Marzagão, que gravou as conversas em que o ministro da Educação, Aloízio Mercadante oferece ajuda para que o senador não fizesse delação premiada nas investigações da Operação Lava Jato, foi exonerado pelo presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB), também citado como suspeito de esquemas de corrupção.  

O regimento da Casa permite que o presidente exonere qualquer servidor comissionado, uma vez que os cargos são vinculados ao Senado, apesar de o jornalista ocupar cargo de confiança no gabinete de Delcídio, que tentou falar com a direção do Senado nesta quinta-feira (17) para reverter a demissão, mas não conseguiu ser atendido. A justificativa dada pelo presidente do Senado foi de que a atitude do assessor de imprensa de Delcídio configura quebra de decoro.   

Quando ainda integrava o PT, o senador Delcídio do Amaral foi preso, em pleno exercício de seu mandato, no dia 18 de dezembro de 2015 e permaneceu por 87 dias no Batalhão de Trânsito da Polícia Militar do Distrito Federal (BPTrans), após pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) e autorização concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeita de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Isso porque em novembro, ele foi gravado oferecendo fuga para que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró não fechasse acordo de delação premiada.  

A presidente Dilma Roussef declarou que a ação do Ministro da Educação foi uma “iniciativa pessoal” e manteve Mercadante no cargo.  

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