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sexta-feira, 5 junho, 2020

“Cadê” o Projeto de País?

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Pelo que se viu e ouviu no debate entre os candidatos na semana passada, esse projeto está longe de ser, sequer, delineado. Quanto mais implementado

“Cadê” o Projeto de País? Ano eleitoral é sempre de muito debate, principalmente sobre os erros que precisam ser corrigidos. É uma oportunidade para oxigenar as instituições e, quiçá, delinear um Projeto de País.

Como economista enxergo um projeto dessa natureza como o conjunto de atitudes que corrijam os erros que travam a harmonia do ambiente de negócios e propiciam o desenvolvimento econômico.

Esta visão se explica pelo fato de que entendo que a sobrevivência, de um modo geral, ainda é o maior desafio da humanidade, inclusive para os brasileiros.

Enquanto não for resolvida, a solução dos problemas passará pela economia. Que por sua vez, contribui para isso produzindo. Ao fazê-lo, gera consumo, que gera emprego, que gera renda, que gera produção.

O ambiente adequado para a sustentação de atividade faz essa roda rodar. Rodando, beneficia a todos. Só que ele só roda se não houver entraves. E, no Brasil, o que mais se tem são entraves.

“Enquanto não for resolvida, a solução dos problemas passará pela economia. Que por sua vez, contribui para isso produzindo. Ao fazê-lo, gera consumo, que gera emprego, que gera renda, que gera produção”

É um País armado institucionalmente para dificultar a vida daqueles que querem trabalhar para progredir; impregnado de inversões de valores que vêm propagando, desigualdade, miséria, injustiça, violência, insegurança (física e jurídica), ineficiência e atraso social e econômico.

Está refém de uma estrutura institucional mal direcionada, confirmadas pelas estatísticas civis, sociais, educacionais, econômicas, científicas e tecnológicas.

Projeto de País?

E, a despeito de tudo isso, os candidatos à Presidência da República, até este momento, parecem não terem se dado conta do desafio que os acerca.

Nenhum apresentou um plano de ação para executar o Projeto de País que vai encaminhar a retirada dos entraves ao seu desenvolvimento social, político e econômico.

Pelo que se viu e ouviu no debate entre os candidatos na semana passada, esse projeto está longe de ser, sequer, delineado. Quanto mais implementado. Não se ouviu nada de novo nem de concreto. Nenhum deles disse como executar a proposta que apresentava. Nenhum apontou explicitamente os entraves que o Brasil tem e que precisam ser retirados.

Não foram apresentadas propostas para: (I) eliminar a baixa qualidade do ensino no País; (II) melhorar e integrar a matriz energética; (III) integrar as malhas, rodoviárias, ferroviárias, aquáticas e marítimas, e seus respectivos modais de transportes; (IV)reformular e melhorar a gestão do SUS; (V) despolitizar as agências reguladoras; (VI) reduzir/eliminar cargos comissionados e/ou admissões especiais na administração federal; (VII) segurança pública.

Ficaram na retórica, com pinceladas de exaltações sobre convicções individuais, pretensamente, salvadoras da pátria. Um perigo!

Enfim, não convenceram. Se têm algum projeto, é individual. Mas esse não serve.
Do que se ouviu, conclui-se que a bandeira de cada um é insuficiente para impulsionar as mudanças que se fazem necessárias para que o Brasil se ponha de pé.

Enquanto isso, a atividade econômica continua andando a passos lentos, amargando sua ineficiência, presa nas amarras de uma legislação que só a enxerga como fonte de receita tributária, com uma legião de alijados dos benefícios que o desenvolvimento econômico propicia. Lamentável!

Arilda Teixeira – Doutora em Economia e Professora da Fucape


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