Cacau: um valioso produto para a economia capixaba

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O cacau é considerado um dos frutos mais importantes para a economia local e ainda traz muitos benefícios à saúde. Confira!

A Páscoa já se aproxima, mas nesta terça-feira (26), é considerado o Dia do Cacau, um dos principais produtos que aquecem a economia capixaba. De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural, a cacauicultura ocupa uma área de 23.672 hectares no Espírito Santo, com uma produção de 5.467 toneladas de amêndoas, porém apresenta grandes desafios em toda a cadeia produtiva.

Graças a boa performance do setor agrícola no Estado, o fruto que acabou se tornando um dos símbolos do Brasil, teve o aumento de 57,7% no aumento na produção, contribuindo para o crescimento do PIB capixaba, que foi de 2,4% em 2018.

A produção de cacau teve um aumento de 57,7% em 2018, no Espírito Santo. – Foto: Reprodução

Vale destacar que as chuvas ao longo do ano de 2017 e de 2018 ajudaram na recuperação das lavouras. Com isso, a maioria dos principais produtos da agricultura capixaba, entre eles o cacau, apresentaram crescimento na produção no ano passado.

Os municípios de Linhares, São Mateus, Colatina e João Neiva, equivalem a 93,6% da área de cacauicultura, com grande percentual de áreas no sistema Cabruca, afetadas pela doença Vassoura de Bruxa (VB), além de 21 municípios considerados potenciais na região Norte do Estado.

Vale ressaltar que a prática tem dado tanto resultado que produtores de base familiar dos municípios da região Sul do Estado, tais como Guarapari, Alfredo Chaves, Anchieta, Iconha, Cachoeiro de Itapemirim e Alegre, têm também despertado o interesse por essa atividade.

A história do cacau

Você sabia que o cacau já foi mais valioso que a prata e o ouro? Quando os primeiros navios espanhóis aportaram na América do Sul, os exploradores descobriram que os índios não se importavam tanto com a prata ou o ouro da mesma maneira que valorizavam o fruto. O motivo de tudo isso? O cacau sempre foi considerado pelos índios uma das oferendas mais importantes para os deuses Maias.

Mas apesar do cacau ser cultivado inicialmente na Amazônia, onde o fruto já existia naturalmente em abundância, foi em Ilhéus, na Bahia, que esse alimento encontrou um alto índice de produtividade e sucesso.

Em 1820, a cidade foi considerada a “Cidade do Cacau” por causa do alto índice de fazendeiros que decidiram apostar nesse tipo de agricultura. Entretanto, em 1989, uma praga devastou várias lavouras. Ainda assim, o Estado baiano se reergueu e ainda é responsável por produzir cerca de 95% do cacau originário no Brasil.

O chocolate é bom para o coração. Foto: Divulgação
Cacau ou chocolate?

Mas o cacau e o chocolate são duas coisas diferentes. O primeiro é o fruto que origina o doce, considerado o mais gostoso do mundo. Por volta do ano 1.400, os Astecas mudaram a receita do chocolates, após a dominação do povo Maia.

Os astecas criaram, então, uma bebida à base de cacau, pimenta, água, mel e especiarias que atendia pelo nome de xocoatl (algo como água amarga) ou cacauhalt (água do cacau). Mas ao longo do tempo a receita foi sendo modificada, e se transformou na pasta que conhecemos hoje.

Bom para a saúde

Você já ouviu falar que o vinho é bom para o coração, não é? Com o chocolate não é diferente. Ele é o responsável pelo alto nível de antioxidantes em sua concentração (em alguns casos, podendo apresentar até 12 vezes mais compostos do que o vinho).

Os antioxidantes controlam o efeito dos radicais livres em nosso organismo, evitando o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, degenerativas e até alguns tipos de câncer.

O chocolate ruby tem sabor de frutas vermelhas, harmonizando muito bem com espumante rosé. – Foto: Divulgação

Vale a pena reforçar que, para se beneficiar da ingestão dos antioxidantes do cacau, é mais interessante valorizar o consumo de chocolates feitos com maior concentração desse ingrediente (como os mais amargos) ou então o uso da fruta nas suas receitas!

A Chocolateria Brasil criou um tipo de chocolate com coloração naturalmente rosa, sem corante ou aromatizante, o chocolate rosa se junta aos outros três tipos de chocolates já conhecidos: branco, ao leite e amargo.

O café da Kopenhagen surgiu para quem aprecia um bom café com base em chocolate. – Foto: Divulgação

Criado na Bélgica e lançado pela Barry Callebaut, o chocolate ruby tem sabor de frutas vermelhas, harmonizando muito bem com espumante rosé. Além disso, assumiu três tipos de cacau: forasteiro, crioulo e trinitário. A coloração rosada é resultado da escolha de cacaus com amêndoas muito roxas.

Já a Kopenhagen passou a investir na comercialização de produtos diferenciados que conquistem o paladar do consumidor, atingindo principalmente executivos, como é o caso do café. A marca, que é sinônimo de sofisticação no segmento de chocolates finos, passou a produzir cafés especiais e conta com seus diferenciais para seduzir o paladar dos brasileiros.

 

 

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