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terça-feira, 19 outubro, 2021

Banestes incentiva cadeia de produção de cafés na região do Caparaó

A região do Caparaó produz cerca de 2,4 milhões de sacas de café anualmente

Por Victor Rodrigues 

A cafeicultura, principal atividade agrícola do Espírito Santo, é a expoente do novo projeto celebrado pelo Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes). O projeto Conexão Café – Cafés Especiais do Caparaó, foi desenvolvido juntamente com a empresa Caparaó Jr. formada por alunos do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), campus Alegre (ES).

O lançamento oficial aconteceu na tarde dessa quarta-feira (22). Realizada no auditório do Ifes, município de Alegre (ES), a solenidade reuniu diversas autoridades. Entre os presentes, o diretor-presidente do Banestes, José Amarildo Casagrande, entre outras autoridades da instituição.

Estiverem presentes, ainda, autoridades da Associação de Produtores de Cafés Especiais do Caparaó (APEC); do Ifes; do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper); da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag); além dos membros da equipe e da diretoria da Caparaó Jr., além do prefeito de Alegre, Nemrod Emerick (Nirrô).

Evento marca a parceria entre o Banestes e a Caparaó Jr., no projeto Conexão Café – Cafés Especiais do Caparaó. Foto: Divulgação

Objetivos da Parceria

A parceria tem como objetivo promover a execução de programas de crédito rural com assistência técnica e atividades de desenvolvimento de toda a cadeia de produção de cafés especiais na região do Caparaó.

A ação visa o fortalecimento econômico e social dos produtores rurais do Espírito Santo e contribui para o desenvolvimento rural sustentável do Estado. Em especial, nos municípios de Alegre, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Ibatiba, Ibitirama, Irupi, Iúna, Jerônimo Monteiro, Muniz Freire e São José do Calçado.

O idealizador, João Carlos Bussular, superintendente da Região Sul do Estado no Banestes, explica o objetivo do projeto. “No início de 2020, começamos a estudar uma forma de parceria que atendesse de maneira ainda mais especial os produtores da região do Caparaó Capixaba, onde se destaca o cultivo de cafés de alta categoria”, conta.

Para o diretor-presidente do Banestes, José Amarildo Casagrande, o projeto Conexão Café significa mais um marco para o fomento das atividades agrícolas no Espírito Santo. “O Banestes ocupa um importante papel de apoio e manutenção da produção agrícola e da pecuária capixaba, que são atividades essenciais ao ciclo de desenvolvimento econômico e geração de renda no Espírito Santo”, afirma Bussular.

Solenidade 

Durante a solenidade, foram realizadas apresentações sobre o desenvolvimento do custeio agrícola no Espírito Santo, a partir das linhas de crédito operadas pelo Banestes ao longo das safras, principalmente nas áreas da região sul do estado.

Conforme salienta o professor do Ifes, orientador da empresa júnior Caparaó Jr., e coordenador do projeto Conexão Café, João Batista Pavesi, a importância da iniciativa se dá, principalmente, pela necessidade de operacionalizar ações da Denominação de Origem Caparaó. “Com o reconhecimento do produto, se tornou necessária a ampliação da divulgação e a capacitação de mais produtores da região. O Conexão permite então que, tendo conhecimento, mais produtores possam adequar os seus trabalhos ao caderno de especificações técnicas, documentação que deve ser seguida para a obtenção do signo ‘denominação de origem’, de qualidade”, declara.

O coordenador destacou ainda que, com o projeto, os produtores já tiveram melhoras na pontuação de seus cafés em 2021. “Já temos registros de produtores que venderam a produção de café a R$ 2 mil e R$ 1,6 mil a saca. De 309 amostras que analisamos no laboratório do projeto, 69% são de cafés especiais. Isso é uma grande conquista”, declarou.

Plano Safra

Durante a cerimônia de celebração do projeto Conexão Café, foi reforçado ainda que estão abertas as contratações de operações de Crédito Rural pelo Banestes no Plano Safra 2021/2022. O banco anunciou a disponibilidade de R$ 200 milhões para esta nova safra.

Os recursos são destinados para produtores rurais fortalecerem as atividades agrícolas já consolidadas, além de incentivar novas culturas e criações. No Banestes, a safra de 2020/2021 foi fechada com o volume aplicado de R$ 171 milhões em crédito rural, distribuídos em 2.680 contratos. Os recursos estão disponíveis para financiamentos nas modalidades de custeio agrícola e pecuário, para todos os portes de produtores, da agricultura familiar (Pronaf) aos grandes produtores.

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