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domingo, 22 maio, 2022

Baixa nas Forças Armadas deixa país vulnerável, avaliam especialistas capixabas

Forças Armadas
Os três comandantes pediram demissão na última terça-feira. Foto: Divulgação

Os comandantes das três forças anunciaram a saída por discordar do presidente Bolsonaro

A saída de todos os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica na última terça-feira (30), o país pode ficar vulnerável e com a democracia abalada. Essa, pelo menos, é a avaliação dos cientistas políticos consultados pela ES Brasil.

Segundo Fernando Pignaton, não há como fugir da comparação entre o presidente Jair Bolsonaro com outros presidentes ditadores como Hugo Chávez e Nicolás Maduro. “O Brasil está sendo comparado à repúblicas mais atrasadas e que envergonham os países da América Latina”, pontou.

Para Pignaton, o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) é quem cria as crises existentes no país e age em uma lógica de oligarquia familiar, atuando politicamente para operar um pensamento autoritário.

“Ele confronta as instituições para se tornar um líder que fala diretamente às massas. É preciso respeitar à Constituição, mas a curto prazo o Brasil não deve se livrar dessa instabilidade”, pontuou.

Pais afundado em crises

Para o cientista político João Gualberto Vasconcellos, o Brasil vive hoje dois problemas graves, que são as crises sanitária e social.

Segundo ele, Bolsonaro cria mais uma vez factóides para desviar a atenção dos erros do seu Governo. “Se continuar assim, ele caminha para um impeachment, já que não existe sustentação nenhuma”, sentenciou.

Segundo o especialista, o povo está com fome, desesperado por vacina e o presidente reprovado pela imprensa, parlamento, empresários e os militares.

“A sociedade brasileira está vacinada contra essas crises autoritárias. E essa forma conspiratória de amedrontar a população não vai levá-lo a lugar nenhum”.

Os comandantes do Exército, Edson Pujol, da Marinha, Ilques Barbosa, e da Aeronáutica, Antônio Carlos Moretti Bermudez, pediram renúncia coletiva na terça-feira (30) por discordar do presidente da República, Jair Bolsonaro.

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