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sexta-feira, 24 setembro, 2021

Autoexame e detecção precoce são aliados da vida

A detecção precoce é uma descoberta importante na luta contra inúmeras doenças e o autoexame é aliado para identificar anormalidades

Por Marco Homero

Quando se fala em autoexame, logo nos lembramos do câncer de mama. Um cuidado simples e rotineiro que ajuda muitas mulheres a identificarem alterações na mama, levando-as a procurarem um médico especialista.

Mas o autoexame é um aliado na detecção precoce de outras patologias, incluindo diferentes tipos de câncer, como os de cabeça e pescoço, por exemplo. Tumores nessa região do corpo, como os de boca, tireoide, laringe, laringe, garganta e seios da face, estão entre os mais comuns. E, assim como ocorre em outros tipos de neoplasias, a descoberta na fase inicial aumenta muito as chances de cura.

Por isso, vale ressaltar a importância desse autocuidado, que precisa ser incorporado ao dia a dia das pessoas. Notar irregularidades, mesmo que pareçam inofensivas, como caroços, lesões ou feridas que não cicatrizam, alterações de voz, manchas na pele e outras, é o primeiro grande sinal que pode fazer toda a diferença entre a enfermidade e a cura. Além da eliminação da doença, o diagnóstico precoce pode, em alguns casos, abreviar o período de tratamento, muitas vezes invasivo.

Para isso, o conhecimento do corpo é fundamental. É preciso estar ciente de que o autoexame, de modo algum, é um diagnóstico e tampouco substitui exames clínicos ou a ida ao especialista. Pelo contrário, a prática pode sinalizar algo diferente que merece atenção e que só um médico poderá orientar o que fazer daí em diante. E só aí é que pode entrar em ação a medicina, com seus exames, medicamentos e outros avanços que vão ajudar a derrotar a enfermidade, caso ela seja mesmo detectada.

Entre os tipos de autoexame mais comuns, além da mama, podemos citar outros, como a observação da existência de lesões em lugares do corpo mais escondidos, como couro cabeludo, boca, órgãos genitais ou qualquer outro que sinalize algo novo ou diferente.

Esse autoconhecimento também pode e deve ser incentivado já na infância. Os pais podem estimular suas crianças a comunicarem anormalidades, como dores, lesões, inchaços ou manchas estranhas, sem medo ou vergonha. Desta forma, formam-se desde cedo cidadãos protagonistas e comprometidos com sua saúde e cientes do valor que seu corpo tem.

O corpo fala, mas muitas vezes essa comunicação é quase imperceptível. E é na sutileza que conseguimos identificar sinais que precisam de atenção.

Podemos dizer que o autocuidado é um conjunto de práticas que farão um grande impacto tanto para reduzir o risco de doenças quanto para aumentar as chances de cura se elas aparecerem. Associado a outras práticas, como boa alimentação, atividade física e o abandono de hábitos nocivos, como alcoolismo, tabagismo e outros, contribuímos todos os dias para que a saúde seja uma realidade e não uma busca incerta, como ocorre, infelizmente, para tantas pessoas.

Marco Homero é médico Cirurgião de Cabeça e Pescoço, com título de especialista pela Sociedade Brasileira Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP).

 

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