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domingo, 31 maio, 2020

Até as siglas adquirem novo sentido na atualidade

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O mundo precisava sofrer mudanças, as pessoas necessitavam aprender olhar para o seu interior

Ao longo de minha vida, aprendi que AC e DC significam Antes de Cristo e Depois de Cristo, referências grafadas especialmente quanto às datas, com este marco cristão. Posso afirmar também que nas literaturas religiosas, cristãs ou não, por meio de parábolas ou citações subjetivas a pandemia era anunciada para os mais atentos.

Não tenho perfil alarmista, apocalíptico, nem provoco pânico. Mas acredito que toda crise nos proporciona aprendizado, momento para avaliação da situação atual e busca por solução do problema, que muitas vezes, requer mudanças de paradigmas.

O mundo precisava sofrer mudanças, as pessoas necessitavam aprender olhar para o seu interior, muito bem descritos por Carl Jung e passar a enxergar o próximo, torna-los visíveis perante esta sociedade caótica. Pois é, esta está sendo a nossa chance.

Ficar em casa significa dedicar tempo a nós mesmos, uma oportunidade única para o autoconhecimento e a pandemia, um ensino que não há barreiras físicas, poder econômico, político ou social, para driblar este inimigo invisível a olhos nus. Precisamos somar esforços, conhecimento e tecnologia, nos unir como aldeia global para encontrar as melhores soluções para este enfrentamento.

Assim, acredito que as novas gerações passem a entender as siglas AC e DC como antes do Covid-19 e depois do COVID-19, uma realidade que também faz uma divisão no tempo, desta vez de condutas individuais e corporativas, mundialmente.

Com base na live de Silvio Meira, Cesar e Divesh Makan, da Iconic, o professor e pesquisador na Universidade Presbiteriana Mackenzie/SP, da FinancIES, Wilson Toshina Nakamura, elaborou um artigo intitulado novo “normal” no pós-COVID, que compartilho a seguir.

1) Empresas terão que abandonar a “gambiarra digital”. Ou é digital mesmo ou não é. Plataformas digitais competentes mesmo que sejam pequenas são as que vão sobreviver;

2) Comércio online deixa de ser uma opção secundária de compras. As lojas físicas serão redesenhadas como espaços de experimentação da marca mas as vendas migrarão mais rápido para o online do que se imagina antes;

3) 95% das lojas Starbucks foram reabertas na China mas o movimento na loja é de 60% do que era. As pessoas não consomem mais na loja, compram e vão embora. Starbucks tem que rever o modelo reduzindo espaço de convivência;

4) Os maiores varejistas americanos já demitiram mais de 1 milhão de pessoas e devem reempregar somente 85 % deles no fim da crise. A explicação é que o comércio tradicional vai encolher.

5) O negócio de seguradoras vai sofrer profundas transformações;

6) Educação online está se provando no meio da crise. Vai haver uma revolução na forma como se aprende em todos os níveis.

7) Sai o estoque “just in time” e entra o “just in case”, as empresas aprenderam com a crise que precisam ter estoques maiores de segurança, principalmente quem tem cadeias longas de fornecimento;

8) EUA desenvolveu uma cadeia de supply com a China nas últimas décadas que fez com o tempo os americanos perderem capacidade tecnológica de fabricar no pais. Isso vai mudar por questões de segurança. O globalismo sofrerá um duro revés, substituído pelo protecionismo.

9) Não existe setor da economia ou tamanho de negócio que possa dizer “eu não tenho necessidade de investir no digital”. Quem pensar assim não tem futuro.

10) Hábitos de viagem mudarão radicalmente. Redução absurda nas viagens de negócios substituídas pelas videocalls. Viagens de lazer serão mais para o interior junto à natureza em lugares com baixa concentração de pessoas.

11) Existem 1.700.000 vírus detectados em animais, desses 1.700 são coronavírus. Temos que aprender com essa crise e preventivamente estarmos prontos para ter um surto por década.

12) O modo de viver de se relacionar de trabalhar vai mudar tanto que nós dividiremos a história em “Antes do Corona” e “Depois do Corona”.

13) Essa crise traz a oportunidade de uma grande revolução nos sistemas de educação e de saúde usando o online para atender a população.

14) Direitos individuais x saúde será um dos grandes debates no mundo a medida em que rastrear individualmente cada individuo é uma das estratégias mais eficazes de controle de epidemias, mas pode ser usado pelos Governos para controle das pessoas.

15) O consumidor foi “forçado” a migrar nesse momento para o comércio online. As empresas que conseguirem proporcionar uma experiência muito boa em todos os aspectos não perderão esse cliente para as lojas físicas ao fim da pandemia. Ao contrário, as empresas que se mostrarem despreparadas perdem espaço.

16) Assim como os remanescentes da antiga indústria americana tem dificuldades de se recolocar e acabam por sustentar posições políticas protecionistas (que culminou com a eleição do Trump), esse movimento vai se alastrar pelo mundo com o crescimento rápido da indústria digital.

Conclusão: quem hoje está ocupado já precisa começar a pensar na sua futura profissão, tem que se atualizar o tempo todo nas novas tecnologias. As empresas de educação e o MEC precisam se comunicar com o mercado incessantemente e entender as necessidades para fornecer os conteúdos demandados que não são mais aquilo que as universidades hoje entregam aos alunos. Retreinamento contínuo. Na sociedade do conhecimento não existe “ex-aluno”. Ou você está aprendendo o tempo todo ou você está desempregado.

17) Não vejam a crise como momento de cortar custos. Pensem em investir em novas áreas em novas tecnologias, vai ter muita oportunidade para as empresas que agirem rápido, vamos renascer num mundo novo, viveremos um “novo normal”, a vida vai ser diferente, ninguém sabe exatamente como mas temos que estar abertos e preparados para nos adaptar com agilidade ao que vier pela frente.

18) O setor agrícola brasileiro tem uma oportunidade de ouro, precisa investir cada vez mais em tecnologia e digitalização, e na qualificação dos seus profissionais e gestores.

Máira Coelho Silva é jornalista, publicitária, MBA em gestão de comunicação corporativa, especialista em comunicação interna, sustentabilidade, gestão de crise e brand. Mestranda em comunicação digital.

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